A mulher nos planos de Deus

A mulher nos planos de Deus

A participação da mulher na história do mundo, da Igreja e da sociedade começa com Eva e sua desobediência, gerando consequências para sempre. Mas Deus, em sua misericórdia, que não conseguimos medir, envia seu Filho ao mundo e escolhe uma mulher, Maria, para gerar Cristo e mudar o rumo da história.

De Eva a Maria! De Maria até os dias de hoje! Da desobediência à obediência total à vontade de Deus na pessoa de Maria, a Serva do Senhor, que pelo Sim, trouxe-nos a salvação. Que grande foi, é e sempre será a participação da mulher nos planos de Deus!

Na Carta Apostólica “A dignidade e a vocação da mulher”, de 1988, o Papa João Paulo II diz que “a Igreja rende graças por todas e cada uma das mulheres… tal como saíram do coração de Deus, com toda a beleza e riqueza da sua feminilidade; tal como foram abraçadas por seu amor eterno…; tal como assumem, juntamente com o homem, uma comum responsabilidade pela sorte da humanidade”.

Com tanta importância nos acontecimentos do mundo, como tem sido a atuação das mulheres? Há aquelas que nos envergonham, a quem não gostamos de ser comparadas, mas também quantas mulheres são mães, esposas, filhas, irmãs, trabalhadoras e consagradas que “enriquecem a compreensão do mundo e contribuem para a verdade plena das relações humanas”, como nos lembra João Paulo II, na Carta às Mulheres, de 1995?

E nós, geração do início do terceiro milênio? Estamos participando ativamente da história de nossa família, de nosso círculo de amigos, de nosso ambiente profissional, como cristãs, schoenstattianas, imbuídas de uma missão?

Não podemos sentar e apreciar a vida passando. Não pode ser assim, não foi para isto que Deus nos criou! A Igreja, Schoenstatt e a sociedade nos pedem uma atuação que dê frutos, que interfira nos acontecimentos, que deixe marcas positivas! Precisamos fazer uma escolha, queremos ser Eva ou Ave, como Maria? Queremos ouvir a voz do Espírito Santo em nossos corações e seguir suas orientações ou ouvir a voz da serpente, a voz do mundo, dos amigos não cristãos, da mídia, da moda? Quem nós vamos deixar ditar a nossa forma de ser, pensar e agir?

Vamos obedecer a Deus ou simplesmente perder a Sua graça através de nossa desobediência?

Renunciar às nossas vontades para fazer a vontade do Pai

Temos o exemplo de Maria para guiar nossas vidas. Assim nos diz Bento XVI, em Aparecida, no ano de 2007: “Permanecei na escola de Maria! Inspirai-vos nos seus ensinamentos, procurai acolher e guardar dentro do coração as luzes que Ela, por mandato divino, vos envia lá do alto!”. É o exemplo daquela que abriu mão de suas próprias vontades e depois recebeu em dobro do Pai Celeste; que abriu mão de seu próprio filho Jesus, para receber depois, não somente o seu filho ressuscitado, mas todos os homens da terra.

E nós, mulheres do século XXI, informatizadas, antenadas, plugadas… estamos nos deixando ser santificadas? Sabemos renunciar às nossas vontades para fazer a vontade do Pai?

Devemos lembrar sempre que não estamos sozinhas! Somos filhas muito amadas de Deus Pai e, abrigadas pelas mãos maternais de Maria, temos força para exercer nosso papel de maneira digna, santa e fiel. Isto implica em sermos dóceis instrumentos nas mãos do Pai, cientes de nosso valor e firmes em nossos princípios. Não precisamos seguir a corrente que o mundo nos apresenta modelos prontos, comportamentos pré-definidos e atitudes guiadas pela mídia que nos ensina a busca desenfreada por sensações passageiras.

O que Deus espera de nós?

Desde pequenas, as meninas fazem diferença dentro de um lar com características, mais ou menos destacadas, dependendo do temperamento: doçura, serviçalidade, religiosidade, organização, alegria… Vamos crescendo e estas virtudes nos acompanham e vão se desenvolvendo. E como é importante termos consciência de como somos, do que somos capazes e de como podemos melhorar. É fundamental ouvirmos a voz da Providência para sabermos o que Deus espera de nós. Isto nos dá a certeza do caminho a seguir.

Com nossa forma própria de amar podemos agradar a Deus, à Igreja, ao grupo ou à comunidade que pertencemos. Podemos ser felizes e fazer os outros felizes, podemos dar muitos frutos no mundo que nos rodeia.

Nossos gestos, postura, respostas e atitudes realmente podem fazer a diferença no meio cristão e, muito mais, no meio do mundo, na balada, na escola e na universidade. Por que não sermos autênticas, por que não convencermos nossos amigos com nosso exemplo e deixarmos que eles percebam, através do nosso amor, que nosso jeito cristão de ser é o que leva à verdadeira felicidade? Por que não desenvolvermos um namoro sadio, contrariando o que o mundo nos oferece?

O homem não será remido e nem elevado sem a mulher

Nós, mulheres, temos uma missão dada por Deus: a capacidade enorme de influenciar os homens, de levá-los para o bem ou para o mal. A grande maioria dos homens sonha com uma mulher de Deus, uma mulher de valores. Muitas vezes, eles nem têm noção exata disto, mas a grande maioria deles não mantém relacionamento longo e profundo com alguém que só tem beleza exterior. No entanto, podem doar-se e amar profundamente, durante toda a vida, quando forem conquistados pelo lindo interior de uma mulher que é imagem de Maria.

O Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, diz que “devemos possuir uma extraordinária consciência de nossa identidade feminina, isto é, uma extraordinária consciência da dignidade e da missão da mulher”. E completa: “O homem não será remido e nem elevado sem a mulher. Isto não se aplica só à Mãe de Deus, mas também a todas as mulheres que representam a sua imagem. Aqui está a importância extraordinária do mundo feminino”.

Tenhamos coragem de ser diferente e testemunhar isto! O Santuário nos sustenta com sua fonte de graças. A Aliança de Amor nos fortalece e impulsiona.

Jesus deu uma grande missão para toda a humanidade, que podemos adaptar perfeitamente no feminino: “Sede perfeitas, como vosso Pai do céu é perfeito!” Perfeitas na humildade e na certeza da nossa pequenez, mas perfeitas em nossa dedicação a tudo o que fazemos, ao abraçarmos nossos ideais, ao decidirmos nossa vocação, ao amarmos nosso próximo!

Luciana Gomes de Almeida Mocelin

União de Famílias de Schoenstatt

 

1 Comentário em "A mulher nos planos de Deus"

  1. Caroline Moraes de Freitas | 20 de dezembro de 2011 at 15:52 | Responder

    Adorei este artigo, parabens

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