A SANTA MISSA – PONTO CENTRAL DE SEU DIA

A Santa Missa foi para o Pe. Kentenich o ponto central de seu dia.  Em todos os grandes acontecimentos de sua vida o ponto culminante de sua ação de graças, de sua súplica, de seus pedidos foi a Santa Missa. Por exemplo:

Na decisão do 20 de janeiro de 1942 quando se decidiu para ir ao Campo de Concentração, Pe. Kentenich celebrou antes a Santa Missa, de forma clandestina na prisão, tendo aí o discernimento necessário para tomar esta decisão que se tornou posteriormente uma hora de bênçãos para Schoenstatt.

Na sua libertação do Campo de Concentração, ao chegar a Schoenstatt, em primeiro lugar, celebrou a Santa Missa como gratidão pelo milagre de sua volta de Dachau, são e salvo.

Nas grandes viagens mundiais, quando chegava aos mais distintos lugares, após horas e horas viajando (naquele tempo o jejum começava à meia noite) mesmo que a tarde já avançava, seu primeiro ato, antes de mais nada, era a celebração da Santa Missa.

Nos 14 anos de exílio, Pe. Kentenich celebrava às 6h da manhã no Santuário de Milwalkee, porque sabia que seus filhos espirituais se uniam a ele nesta hora.

Um de seus coirmãos conta: “Mesmo que todos estivéssemos gripados e o Pe. Kentenich também tivesse que lutar contra a gripe, nunca, nem um dia sequer, alterou o horário de levantar. Como sempre, encontrava-se cada manhã pontualmente, à hora certa, diante do altar, para a celebração Eucarística, embora percebia-se que ele não estava bem de saúde.

A MISSA DA VIDA

“Do altar à arena”, falava-se no cristianismo primitivo. Nossa arena — assim nos ensinou o Pe. Kentenich — é o dia útil. Gostava de falar muitas ve­zes na “Missa da vida” que, por assim dizer, é a con­tinuação da Missa do dia. Ela inicia com o “Vamos em paz” do sacerdote, no final da Celebração Euca­rística.

Nos duros anos que viveu no Campo de Concentração de Dachau, mesmo em meio a perigos, celebrava a santa Missa e alimentava com o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia os companheiros de prisão. Com nobreza, determinação e amor guardou a fidelidade à vocação e ajudou também outros Sacerdotes a preservarem a própria vocação. Cristo, o Sumo e Eterno Sacerdote, foi seu espelho e amparo. Em seu interior, trazia a certeza e dizia sempre que nada era demais para ele comparado à cruz de Cristo.

 

 AMOR ÀS ALMAS – UM PAI SACERDOTAL

 

Padre Kentenich considerava como tarefa de vida presentear Deus às pessoas e as pessoas a Deus. Ele viveu incansavelmente o que anunciou e isto conferiu à sua vocação sacerdotal fecundidade e santidade.

Sua vinculação ao Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, a fidelidade ao seu ministério sacerdotal, o zeloso e paternal amor às pessoas que lhe eram confiadas, e a harmoniosa sintonia com Deus caracterizaram a sua pessoa como sacerdote e pai. Um sacerdote, que esteve na prisão com ele testemunhou: “Pe. Kentenich foi para mim um Pai nas horas mais difíceis e dele nunca haverei de esquecer-me.”

Pe. Kentenich anunciou por seu ser o amor pessoal e misericordioso de Deus Pai para todos os que o procuravam. Seu amor paternal sempre irradiava calor. No encontro com ele, eram despertadas forças para assu­mir tarefas, que antes a pessoa não tinha coragem de fazê-lo. Quem ia ter com ele perdia todo o acanha­mento e sentia-se capaz para mais do que sabia antes e considerava-se melhor do que supunha ser.

Pedimos ao Pe. Kentenich que do céu junto de Deus nos abençoe! Pedimos que ele nos ajude a nos vincularmos profundamente a Deus como Ele esteve vinculado, a tornarmos a Santa Missa o ponto central de nossa vida para que ela seja santificada no burburinho de todos os dias e se torne louvor a Deus, nossa Missa da Vida!

 

 

 

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