Amanda mostra que determinação é fundamental para ir ao EIJ

No Brasil, todos os jovens católicos estão colocando a criatividade para funcionar, criando maneiras de reunir dinheiro para ir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A Juventude Feminina de Schoenstatt (Jufem) ainda tem o encontro Cor Unum para se preocupar, ou melhor, preparar-se.

A ex-integrante da Jufem Londrina (PR), Amanda Freitas, sabe bem o que é isso. Ela é a prova viva de que não basta vontade para ir aos encontros, mas também muito trabalho e contribuições ao Capital de Graças. Apesar disso, a experiência, segundo ela, é inesquecível e vale cada gota de suor.

Confira a entrevista que ela concedeu ao site da Jufem Brasil e ganhe algumas dicas do que fazer para reunir recursos e vivenciar com a juventude do mundo o encontro com o Papa Bento XVI.

Qual o seu nome e sua história dentro da Jufem?

Meu nome é Amanda, fui da Jufem por nove anos e nesse tempo tive a oportunidade de participar de três encontros internacionais, dois encontros com o Papa e o primeiro encontro nacional em Londrina.

Como foram suas participações nos encontros internacionais e jornadas?

Meu primeiro encontro internacional foi em 1999, na comemoração do jubileu de 50 anos do 31 de Maio de 1949, 3º Marco Histórico de Schoenstatt. Fomos para um encontro internacional só com a Jufem e depois participamos do encontro com toda a Família de Schoenstatt em Bellavista, no Chile. Fiquei muito entusiasmada de ver como a Jufem era grande e internacional. Éramos umas 30 meninas do Brasil, de Londrina apenas três.

Em 2000, fui para Schoenstatt participar do encontro mundial da juventude com o papa. Reunimo-nos em Schoenstatt, éramos apenas 28 integrantes do Brasil, de Londrina apenas dois e 500 meninas da Jufem. Foi emocionante conhecer os diversos santuários e todos os passos do Pai e Fundador. Dali seguimos para Roma, em um encontro com dois milhões de jovens, foi emocionante ver o papa João Paulo II de tão perto. [quote]Um encontro internacional desse abre os olhos para realidades diversas da que conhecemos, faz a gente crescer espiritualmente e amadurecer também. Toda menina da Jufem deveria participar ao menos de um.[/quote]

Voltando do encontro internacional, decidimos preparar um encontro nacional em Londrina para incendiar nossa Jufem. Éramos uma equipe de dez meninas em Londrina para preparar o encontro. Naquela época a Jufem tinha 180 membros e 130 apóstolas, era muita gente. O encontro foi maravilhoso, recebemos meninas de todo o Brasil, foi muito divertido. As meninas lotavam a capela do Colégio Mãe de Deus.

Voltei determinada a ir para a próxima Jornada Mundial que seria em Toronto, em 2002, e para o encontro internacional da juventude em Milwaukee. Como os dois encontros de 2000 e 2002 eram muito próximos, o Brasil decidiu por não enviar nenhum grupo. Foi então que decidi ficar em Milwaukee ajudando na preparação do encontro internacional da juventude, enviando cartinhas, ajudando a preparar as palestras, teatros, transportes. Foi um encontro com 300 meninas da Jufem, no qual fiz amigas internacionais que mantenho contato até hoje. Lá aprendi inglês e culturas muito diferentes, como mexicana, porto-riquenha, alemã, americana, espanhola, equatoriana. Éramos uma equipe de sete meninas, duas irmãs, um padre e muito trabalho. Juntaram-se a nós 200 jovens do Jumas e partimos de ônibus para o Canadá, onde participei da minha segunda Jornada Mundial. Notei como as duas jornadas foram diferentes, mas como o ardor da juventude e o carisma do papa João Paulo II eram os mesmos.

Você fez promoções para conseguir o dinheiro para participar?

Para viajar eu nunca tive a ajuda dos meus pais, sempre precisei me virar para juntar o dinheiro.

No encontro do Chile, trabalhei por três meses em um posto de gasolina para juntar o dinheiro, mas lembro que o custo da viagem era R$ 1.000, que subiram para R$1.400 porque houve um aumento enorme no dólar. Eu não tinha de onde mais tirar dinheiro, já não andava de ônibus, só a pé, então comecei a vender minhas roupas nos brechós para poder pagar o que faltava.

Para viajar para Alemanha, eu fiz pizzada e ganhei uns R$ 500; brigadeiro para vender na missa, vendi uns 300, vendi uns 400 crepes; rifas eu perdi as contas; e por fim, no vestibular da UEL, eu ia com plaquinhas na rodoviária alugando os quartos da casa da minha avó para os estudantes de fora a R$ 60 os três dias. Aluguei tantos quartos que tive que pegar os beliches do dormitório da casa do movimento emprestados para acomodar meus hóspedes. O custo da viagem foi R$2.200 suados e conquistados com muito Capital de Graças.

Para ir para Milwaukee eu teria que pagar só a passagem, porque como iria ajudar a preparar não precisava pagar a hospedagem e nem a taxa do encontro. Ainda assim, eram U$ 1.000. Nessa época eu já trabalhava como estagiária de Direito e ganhava R$ 200 por mês. Consegui juntar todo o dinheiro sem fazer promoção, o difícil foi me manter lá por seis meses, então trabalhei pintando cerca, limpando as casas e foi uma diversão só.

O que mais te marcou?

De tudo isso eu aprendi que o que basta é determinação, você se empenha, entrega contribuições ao Capital de graças e a Mãezinha faz o resto, mesmo que pareça impossível aos olhos humanos.

Um encontro internacional desse abre os olhos para realidades diversas da que conhecemos, faz a gente crescer espiritualmente e amadurecer também.  Toda menina da Jufem deveria participar ao menos de um.

Pauline Almeida – Londrina (PR)

2 Comentários em "Amanda mostra que determinação é fundamental para ir ao EIJ"

  1. Ótima entrevista e exemplo de ousadia, coragem e confiança na Providência da Amanda . Ela deu testemunho de como é importante termos metas, objetivos e se queremos devemos lutar até conseguir. Perseverança é fundamental.
    Então querida Jufem, vamos adiante!!!! O Internacional e a JMJ nos esperam!

  2. Muito boa mesmo a entrevista, muito inspiradora pra nós que estamos passando por todas essas etapas agora! Muito legal vc compartilhar sua experiência Amandinha.. E a forma como vc se empenhava, confiando na Divina providência!

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