Ana Paula Mazoni conta como foi a JMJ 2005

Estamos quase chegando à Jornada Mundial da Juventude 2013 e a expectativa é muito grande! Jovens de todos os cantos do mundo já estão em intensa preparação para o evento mais aguardado dos últimos tempos.

Para muitos, será a primeira participação em uma jornada. Para outros, é a oportunidade de vivenciar mais uma vez uma experiência profunda de oração, peregrinação e fé.

A jovem Ana Paula de Oliveira Mazoni, integrante da Juventude Feminina de Schoenstatt de Ibiporã (PR) desde 1999, participou da Jornada Mundial da Juventude  de 2005, em Colônia, na Alemanha. A dirigente ibiporaense falou de sua preparação para a JMJ, expectativas para a viagem, e contou como foi a experiência. Confira abaixo!

Jufem: Como foi sua preparação pessoal e espiritual para a jornada?

Ana Paula: A preparação para a Jornada Mundial da Juventude Colônia seguiu a linha espiritual que o próprio lema da jornada encartava: “Viemos Adorá-Lo”. Queríamos ir a Colônia com o sentimento de que caminhávamos para encontrar o Menino Jesus, assim como os três reis magos fizeram (A Catedral de Colônia, historicamente, abriga relíquias católicas dos três reis magos).

Para tanto levaríamos em nossos corações, partindo da simbologia e sentimento de conquista que vem da pedagogia de Schoenstatt, nosso incenso, mirra e ouro. Cada um deles significando algo particular de nossa entrega e preparação. Houve algumas reuniões para preparação e organização, sobretudo por se tratar de uma viagem longa – 24 dias – e com diversos detalhes a serem tratados.

Pessoalmente me preparei rezando por minha vocação pessoal e concretizando a descoberta de meu Ideal Pessoal. Como schoenstattiana, e considerando que ficaríamos em Schoenstatt por muitos dias, sentia no coração a necessidade de também não chegar de mãos vazias a Schoenstatt, mesmo na minha pequenez e pouca coisa a entregar. Por isso, no dia 21 de agosto de 2005, no Santuário Original, pude entregar a Deus meu Ideal Pessoal, meus anelos mais profundos, minha vocação e, exatamente por isso, meu tudo, como forma de gratidão pelo momento espiritual maravilhoso que experimentava.

Jufem: Quais eram suas expectativas nos meses que precederam a JMJ?

Ana Paula: Muitas expectativas, sentimentos, ansiedade, uma alegria imensa! Foram meses loucos! Terceiro ano de faculdade e tentando explicar aos meus professores que seriam 24 dias que mudariam minha vida (embora suas matérias também fossem importantes), organizando meu estágio, minhas malas, guardando dinheiro, fazendo promoções, tentando segurar o coração para que ele não voasse antes de mim. Muito trabalho, pouco tempo, mas uma plenitude imensa. No final, meses maravilhosos.

Jufem: Faça um relato breve de como foi a jornada.

Ana Paula: A jornada durou quatro dias, sendo programada com shows de música católica e catequese em diversas línguas (agrupados em cinco idiomas principais) que conciliavam o tema da Jornada (Viemos Adorá-Lo). Almoçávamos em comunidade, nos postos de alimentação montados por toda a cidade de Colônia e, nos horários livres, ficávamos também livres para visitar museus, lugares históricos, e até outras cidades (já que o transporte – através de nosso credenciamento – era gratuito).

Uma JMJ acontece sempre em uma cidade acolhedora (Colônia, Madri, Rio de Janeiro), mas isso não impede que haja atividades em locais próximos, dependendo da estrutura daqueles que nos recebem. Então, passeamos bastante. Deixo uma dica: levem um bom par de tênis!

Nosso grupo contava, em grande maioria, com garotas da Jufem de alguns lugares do país, além de quatro rapazes, e fomos acompanhados pelo Instituto das Senhoras de Schoenstatt. Os vínculos e os laços de amizade que se formaram foram inesquecíveis. E são fortes até hoje.

Jufem: Quais foram os principais momentos da JMJ? Qual momento mais te marcou?

Ana Paula: Toda a JMJ possui dois momentos idênticos. A chegada do Papa à cidade e a vigília de encerramento e palestra também com o Papa, em que ele anuncia a cidade da próxima jornada.

Faltando quatro meses para a JMJ 2005, o Papa João Paulo II faleceu. Um santo, um exemplo, um grande homem. Logo, a jornada que participei foi a primeira do Papa Bento XVI, algo muito parecido com o que se passará com o Papa Francisco e vocês.

E foi impressionante, de arrepiar, de forjar a vida espiritual de um(a) jovem, olhar para os lados e ver dois milhões de jovens, em uma noite alemã fria de menos três graus, fazer vigília com um Papa que acabávamos de conhecer. Isso me marcou profundamente, sobretudo, porque dias antes tínhamos estado em Roma e na audiência papal da semana, em português, ele agradeu à juventude schoenstattiana que se encontrava presente.

Não acho que seja possível transcrever em palavras a força cristã que senti ao compartilhar desse momento. Hoje, sete anos depois e a menos de um mês do meu casamento, olho para essa fase da minha história, converso sobre a JMJ 2013 com as organizadoras, assisto às notícias e me emociono sinceramente por saber da força que nossa Igreja possui e por ter sentido suas graças de forma muito evidente.

Jufem: Qual o sentimento de ter seu país como sede de uma jornada?

Ana Paula: Delicioso. O Brasil possui sérios problemas estruturais, de corrupção e má gestão de dinheiro público. Mas é o país com mais católicos do mundo. Possui um povo que não tem medo ou vergonha de usar um crucifixo e dizer que ama o Papa. Que não acha que será menos quisto pelos amigos de faculdade se postar um artigo sobre santidade da vida diária ou acompanhar o conclave via Facebook.

E agora temos um Papa latino-americano que viveu na pele nossas necessidades materiais, que conhece nossa característica espiritual de ser um povo que ama e que expressa. Penso que será maravilhoso e me sinto muito feliz por pertencer a um país assim.

Continuamos a ter problemas, claro, mas a presença do Papa em nosso país, a visita que fará à Aparecida, a vontade que tem de ser uma Igreja pobre e para os pobres, encanta e, principalmente, impele à mudança de mentalidade e atitude. Que ele abençoe nossa história!

Jufem: Como é para você, como schoenstattiana, vivenciar uma jornada em seu país em um momento tão próximo ao centenário da Aliança de Amor?

Ana Paula: Penso que seja o momento de fortalecer a juventude de Schoenstatt. A juventude é fogo, é ardor, é a tempestade que ruge, a ponta da lança, a que vai na frente. “Sem jovens nunca existiriam grandes obras”, dizia nosso Pai e Fundador.

Fortalecer nossos ideais de Juventude Feminina, fortalecer nossa unidade nacional, nosso sentimento de conquista de um ideal tão maravilhoso como o nosso. Na JMJ experimentamos um pouco de cenáculo de amor. Variados carismas: focolares, franciscanos, carismáticos, schoenstatteanos, leigos consagrados, pastorais, entre outros, todos ali – juntos – rezando pelo mesmo Deus e gritando (e como!) o nome do mesmo ideal.

Amo Schoenstatt, e serei para sempre dessa família linda. E na JMJ senti algo sensacional: ser Schoenstatt para a Igreja. E ser Igreja para a Santíssima Trindade. É um novo olhar, sabem?! Saber que aquela guria que veio da África do Sul, que tem um contexto econômico, social, cultural, completamente diferente do teu, experimenta o mesmo sacrifício diário, a mesma devoção à Maria, a mesma missa que ti. E, assim, de repente, nenhuma barreira mais existe entre vocês. Essa é a nossa a Igreja! Isso é Aliança de Amor e solidariedade de destinos! Não há como não amar nossa Igreja e o jeitinho com o qual fomos chamados a caminhar (Schoenstatt) ao participar de uma experiência tão intensa!

Jufem: Deixe um recado para as meninas que estão se preparando para a JMJ 2013.

Ana Paula: Um recado para as meninas que irão participar da JMJ 2013? Sintam. Experimentem. Se aproximem verdadeiramente de Deus. No momento da catequese: rezem. No momento da festa: dancem. Conheçam gente nova. Façam amigos. Caminhem muito. Deixem o cansaço para a volta. Gritem o nome do Papa. Criem musiquinhas. Tirem fotos. Postem no Facebook. Visitem o Cristo Redentor.

A Aliança de Amor nada mais é que um caminho de peregrinação e uma vida cristã no dever de estado de cada uma de nós. É olhar para nossa Rainha e estar disposta a se entregar pela Obra de nossa família e renovar nossa consagração todos os dias. Espero e rezo para que a vida de vocês seja tocada, não apenas por uma viagem bacana, com teus amigos e, que sem dúvida, será divertida demais, mas também pela força e fé da nossa Igreja, que está viva e que se funda em nós em comunhão com Deus e nossos irmãos. E então voltem para casa. Floresçam onde foram plantadas. E anunciem o Evangelho, com suas vidas, a todos os povos.

Que Schoenstatt pulse em vocês e transpareça em seus olhares! Papa Francisco, Schoenstatt te ama!

5 Comentários em "Ana Paula Mazoni conta como foi a JMJ 2005"

  1. Grandeee testemunho! Valeu, Ana Paula!!
    Muito lindo ver como uma JMJ realmente MARCA a vida de uma pessoa. Que esses exemplos possam nos ajudar a vivenciar ao máximo nossa ida ao Rio!!! Vamos lá, Jufem!!
    Contando os dias!! =)

  2. O jeito é nós segurar nossos corações agora rs Já estava dificil, depois do depoimento ficou mais dificil ainda, é arrepiante! haha *——*
    “Um recado para as meninas que irão participar da JMJ 2013? Sintam. Experimentem. Se aproximem verdadeiramente de Deus. No momento da catequese: rezem. No momento da festa: dancem. Conheçam gente nova. Façam amigos. Caminhem muito. Deixem o cansaço para a volta. Gritem o nome do Papa. Criem musiquinhas. Tirem fotos. Postem no Facebook. Visitem o Cristo Redentor.” Pode deixar, vamos caprichar, fazer isso e muito mais! Obrigada pelo depo. e ‘dicas’ Aninha *—*

  3. Que testemunho hein *-*
    Obrigada por nos mostrar um pouquinho de como foi, e do que significa! Estamos todas mega ansiosas, não vemos a hora! Sei que a MÃE ta cuidando de tudo!

  4. Grande entrevista feita pela Juciellen da jufem Ibiporã!!!
    Obrigada Paula pelo testemunho

    Abraços a todas

  5. Fico feliz que tenham gostado, queridas!
    Continuo em oração por todas vocês!

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado.


*