Campanha da Fraternidade pede protagonismo dos jovens

Criada com base em uma iniciativa surgida em Natal (RN) na década de 1960 e amadurecida como uma consequência do Concílio Vaticano II, a Campanha da Fraternidade completa 50 anos no Brasil em 2013. Após cerca de 300 mil assinaturas serem entregues à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o tema escolhido foi “Fraternidade e Juventude”.

O lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is, 6,8) convoca os jovens a assumirem o discipulado antes de partirem para a Jornada Mundial da Juventude, animada pelas palavras “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).

Lançada oficialmente na Quarta-Feira de Cinzas, a CF 2013 tem como objetivo “acolher os jovens no contexto da mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.” (Texto base, p.8)

A campanha é realizada anualmente para despertar o espírito comunitário e cristão, educar para a vida em fraternidade e renovar a consciência de responsabilidade de todos na evangelização, promoção humana em busca de uma sociedade justa e construção do Reino de Deus.

Ela é realizada durante a Quaresma, justamente para chamar o cristão em uma época de conversão e convite para um encontro pessoal com o Cristo através do sacrifício. Ao escolher a juventude como tema central em 2013, a Igreja admite e reitera a importância do jovem no meio eclesial, além da necessidade dos adultos de trabalharem por e com essa faixa etária.

O Papa Bento XVI, em sua saudação anual à iniciativa brasileira, convida aos jovens ao encontro com Jesus através de uma intensa amizade. Ele destaca o papel da juventude em uma realidade que as transformações acontecem de maneira rápida e intensa.

“É que os ‘sinais dos tempos’, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam”, pede o Santo Padre.

Apontamento e diretrizes

No texto base da campanha é destacada a relevância que a internet e as novas tecnologias têm no mundo atual. Elas devem ser usadas em prol do projeto da evangelização, inclusive com propostas concretas de cursos de formação sobre como utilizá-las e a criação de sites nos quais os jovens podem se expressar.

Através de ações práticas, a comunidade deve buscar meios de mostrar à juventude que Jesus Cristo é o “caminho”, que a auxilia no percurso rumo ao sentido da existência; a “verdade”, pois é a revelação do amor de Deus que ilumina e dá sentido; e a “vida”, pois sua essência não se esgota na cruz.

Isaías, o autor da frase que é lema da CF 2013, era também jovem quando foi chamado para ser profeta em Israel. Ele precisou anunciar Deus diante de uma aristocracia que acumulava riquezas e celebrava um culto vazio. Mesmo diante de suas fraquezas, Deus nunca duvidou dele e Isaías respondeu “Eis-me aqui, envia-me.”

Assim como Isaías, a Igreja hoje espera dos jovens que eles assumam um papel de protagonistas nas escolas, universidades, no meio profissional e anunciem o Cristo. Mais do que isso, vivam e promovam ações em prol dos mais desfavorecidos, do meio ambiente, da família e sejam auxiliados nesse trabalho pelos adultos.

“É necessário fazer o jovem acreditar novamente em um projeto coletivo, encontrando novos espaços para a solidariedade”, diz o chamado da Campanha da Fraternidade. É a hora da Jufem também aderir à proposta da CNBB, especialmente quando é chamada a ser “Coroa Viva para a Igreja”.

“Tudo por amor, através do amor e por amor”, diz um dos princípios de Schoenstatt. Nosso Pai e Fundador sabia se doar aos irmãos pelo amor, pela solidariedade. Nós, como Juventude Feminina, somos chamadas a fazer algo pelo próximo, tanto na parte espiritual – sendo verdadeiras apóstolas e levando Deus às pessoas – quando na material de tentar amenizar as desigualdades sociais que afetam o lazer, educação, a família e a vida como um todos dos jovens brasileiros.

Saiba mais

Leia o texto base da CF 2013 para saber mais sobre Juventude e Fraternidade. Ele está à venda em diversas livrarias e paróquias com preço aproximado de R$ 8.

Por: Pauline Almeida – Londrina / PR

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