Casal Fenelon dá testemunho sobre riqueza do Santuário-Lar

No início de março, nós de Londrina recebemos a visita do Casal Fenelon, integrante do Instituto de Famílias, que veio de Milwaukee (EUA) para falar sobre a instituição do Santuário-Lar, que em junho comemora o Jubileu de 50 anos. Michael e Marge nos contaram fatos sobre as suas famílias, que conviveram com o nosso fundador, Pe. José Kentenich, durante os anos de exílio.

Contamos durante esse encontro com as traduções de Marcelo e Gislaine Mafra, integrantes do Instituto de Famílias, e com duas integrantes da Jufem, Jaqueline Santos e Larissa Segantini Pieralisi.

Michael é o mais velho de 12 irmãos. Seu pai fazia parte da Legião de Maria e foi convidado pelas Irmãs de Maria para ir às palestras com o nosso Fundador às segundas-feiras no entardecer. Mesmo relutante, resolveu comparecer. Quando perguntaram a ele o que achou, disse que preferia a Legião de Maria. As irmãs ficaram chocadas, enquanto o Pe. Kentenich, apenas sorriu.

O pai de Michael queria converter as irmãs para a legião, enquanto as irmãs queriam convertê-lo para Schoenstatt. O primeiro grupo de casais que participou desses momentos com o fundador já era mais velho e os filhos haviam deixado suas casas.

Antes de instituírem o Santuário-Lar, Pe. Kentenich dizia que precisavam primeiro ser um “Santuário vivo”, em que cada integrante da família escolhia para si um símbolo. O pai de Michael, por exemplo, era o cálice e a mãe o vinho. A irmã menor era o tabernáculo, Michael era Pedro, Bernard o Pe. Kentenich, e assim cada um foi escolhendo o que queria ser e tentando viver no dia a dia. A luta para viver no dia-a-dia era grande, mas cada um foi fiel a Deus e à Mãe de Deus.

O pai de Michael ia todos os sábados à missa com o Fundador, a qual começava às seis da manhã. Ele levantava e ia caminhando, às vezes levava alguns dos filhos, que achavam uma aventura acordar cedo e ir andando com o pai até Santuário. Logo depois da celebração, Pe. Kentenich e o pai de Michael iam para o escritório do Fundador, onde lá teriam um momento de direção espiritual e confissão. Todas as vezes que as crianças iam junto, o Pai e Fundador os colocava em uma pequena mesa e sumia para a cozinha, voltando logo, com doces e bolachas.

Durante muitos anos, o pai de Michael fez esse trajeto. Ele era professor e trabalhava muito, ficando várias vezes ausente em sua casa, como pai e marido. Nas férias de verão, decidiu passar mais tempo com a família e não trabalhar. Michael nos explicou que nos EUA, quem trabalha nas férias de verão não recebe salário, então seu pai resolveu ficar em casa com a esposa e os filhos. Foi a melhor coisa que ele fez, pois os filhos puderam sentir mais a presença de seu pai junto deles.

A transformação dos momentos de direção com o Fundador foi visível ao pai de Michael. Este nos disse que o seu pai foi um homem formado pelo Pe. Kentenich e tudo isso fez dele um pai melhor, um marido melhor e um homem melhor.

Marge vem de uma família de seis irmãos. O Pe. Kentenich também visitava a casa dela e ajudou na instituição do Santuário-Lar.  Assim como a família de Michael, a de Marge também viveu como Santuário Vivo primeiro.

Ela era a lâmpada sagrada e uma de suas irmãs era o sino, a única que escolheu ser um símbolo da parte externa do santuário. Já adulta, a irmã se casou e foi morar no Alaska, ficando longe dos parentes. Mas todas as vezes que a família se reunia no santuário para rezar tocava o sino, lembrando-se da irmã distante. O ato era uma forma de permanecer unidos novamente.

Uma de suas irmãs não aceitava Schoenstatt, mas mesmo assim a família não desistiu de rezar. Já com perto dos 60 anos, ela instituiu seu Santuário-Lar, mais uma vitória conquistada e a manifestação do amor da Mãe presente em suas vidas.

Quando o Pe. Kentenich estava para partir, a família de Marge ficou sabendo e o convidou para que fosse à sua casa. Uma última visita antes que partisse para Roma. Mesmo com tantos compromissos, o Fundador permaneceu fiel à sua palavra e os visitou como prometido. Foi o último momento que tiveram com ele e sua presença dentro da família.

Mesmo tendo vivido com o Pe. Kentenich, possuírem um Santuário-Lar, Michael e Marge não estavam livres de problemas e também tiveram muitas cruzes para carregar. Vivenciaram divórcios, perda da fé, problemas na educação. Um irmão de Michael renegou a família e se afastou por 20 anos de todos. Envolveu-se com pessoas erradas, foi preso e passado todo esse tempo resolveu ligar para Michael. Sua primeira pergunta foi: Nossa mãe ainda está viva? Depois de vinte anos se reencontraram e tiraram a primeira foto unidos novamente. Mais uma vitória conquistada e uma graça alcançada.

Os pais de Marge muito velhos e já debilitados foram morar com o casal Fenelon, que passou a ter dois Santuários-Lar em sua casa. Os idosos foram testemunhas do sofrer em silêncio e morrer como schoenstattiano. Ambos faleceram com seu Santuário-Lar, em um espaço de dois meses.

Michael é o famoso garoto da foto

A famosa foto que vemos do menino de mãos dadas com o Pe. Kentenich, é Michael. O Fundador procurava um terreno para construir o movimento internacional. Como a área era desnivelada, para não cair, ele pegou na mão da criança ao seu lado, Michael, e assim caminharam juntos em busca do local. Essa foto Michael só teve conhecimento depois de 12 anos. E quando perguntam: o que vocês estavam conversando? Michael respondeu: “Não me lembro. Lembro-me de tudo, menos dessa foto e o que estávamos conversando”.

Seus pais viram a foto em um encontro e disseram: “Eu conheço esse menino. A imagem será mundialmente famosa, não por ser meu filho, mas por expressar o que todos nós sentimos esse acolhimento do Pai e Fundador, esse sentimento de filhos nas mãos do pai.”

Cada Santuário-Lar conquistado é também uma pequena fonte de Graças. Devemos dar à Mãe um lugar de honra em nossos lares. O nome do Santuário-Lar da Família Fenelon é Confiança Heroica. Michael então nos deixa a mensagem: “Sempre permaneçam com as mãos, nas mãos do nosso Pai.”

Larissa Segantini Pieralisi – Londrina (PR)

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