De volta para o Pai…

O dia 15 de setembro recorda cada filho de Schoenstatt, a volta do Fundador ao lar eterno. Neste dia, agradecemos a Deus pela Fundação da Obra de Schoenstatt e a vida do seu instrumento fiel, Pe. José Kentenich que tanto amou e serviu a Igreja. Que do céu ele conceda sua bênção sacerdotal a todos seus filhos espirituais.

Leiamos como foi este momento tão importante da vida do Pai e Fundador, conforme relatado no livro ‘Uma vida pela Igreja’:

“Pela manhãzinha do dia 15 de setembro de 1968 o Pe. Kentenich dirigiu-se de seu apartamento na Casa de Formação do Monte  Schoenstatt para a Igreja de Adoração. Pela  primeira vez  ia aí celebrar a santa missa e no final, dar uma conferência às irmãs da Província Ocidental da Alemanha, no salão situado sob a Igreja. Era domingo e também festa de Nossa Senhora das Dores. Às 6h15 dirigiu-se ao  altar. Assistiam-no dois sacerdotes:  o P. José Weigand, Capelão da Casa- Mãe das Irmãs de Maria, e o Pe. Drago Maric, sacerdote carmelita iugoslavo, ordenado recentemente, que  nessa ocasião estava hospedado no Monte Schoenstatt. Ambos os sacerdotes ajudaram na distribuição da comunhão. Conforme cálculo do Pe. Weigand, o P. Kentenich deve ter dado a comunhão a mais de cem irmãs. A missa terminou poucos minutos depois das sete.

De volta à sacristia, convidou os dois sacerdotes a almoçarem com ele. A seguir benzeu um pacotinho de terços que a Irmã sacristã lhe apresentou e ficou um momento em silêncio diante da mesa dos paramentos na sacristia. Seus dois  assistentes estavam ainda a seu lado, igualmente em silêncio. De repente notaram que o P. Kentenich se inclinava para frente. Procurava  apoiar-se com as mãos mas não conseguiu. O corpo dobrou- se sobre si e foi caindo. O Pe. Weigand e o Pe. Maric pegaram-no pelos braços e queriam sentá-lo em uma cadeira que a Irmã trouxera rapidamente. Mas o corpo estava tão pesado, que os padres em vez de sentá-lo tiveram que estendê-lo  de costas no chão. A Irmã ajeitou uma almofada debaixo de sua cabeça. Quando o Pe. Weigand deixou livre o braço esquerdo do Pe. Kentenich este, num gesto espontâneo, colocou a mão no coração. Respirou talvez ainda uns dois a três minutos. Entretanto, chegaram a Superiora Geral das Irmãs de Maria com algumas outras irmãs, que tinham estado na missa. Foi chamado o médico. O Pe. Weigand administrou-lhe a unção dos enfermos e a absolvição geral, enquanto as irmãs na sacristia e na  igreja intercalavam orações e jaculatórias.

Às  7h15 chegou o médico; inclinou-se auscultou o coração e levantando-se disse: O coração está parado . O Pe. Kentenich estava morto.

Cinco dias depois, a 20 de setembro de 1968, o Pe. Kentenich foi sepultado no mesmo celebrante principal o Bispo de Treves, D. Bernardo Stein, e foi concelebrada  pelo atual Bispo de Muenster, D. Henrique  Tenhumberg, pelo Bispo Auxiliar de Aquisgrana D. José Buchkremer que, em 1942, fora levado ao Campo de Concentração de Dachau no  mesmo mês que o P. Kentenich, e ainda um grande número de sacerdotes. No presbitério da igreja estavam ajoelhados o Núncio Apostólico da Alemanha, D. Conrado  Bafille e o Bispo de Fulda, D. Adolfo Bolte.

Antes da celebração da missa, o esquife contendo os restos mortais do P. Kentenich, numa grande procissão, foi levado ao vale, ao Santuário da Mãe Três Vezes Admirável, onde o falecido, há quase 54 anos atrás, enunciara o Documento de Fundação da Obra de Schoenstatt e procedera à sua  fundação.

Sobre sua sepultura, um sarcófago simples de basalto cinzento, estão gravados , além de seu nome , data de nascimento e falecimento , as palavras que ele  mesmo desejara ter sobre  sua sepultura: Dilexit Ecclesiam- Ele amou a Igreja.

Todo o seu amor pertencera à Igreja. Toda a sua vida foi uma vida pela Igreja: pela na atualidade, mas sobretudo pela Igreja do futuro.”

Que possamos experimentar na pessoa do Pe Kentenich, não apenas um Fundador, mas um Pai espiritual, no qual tenhamos confiança filial. Que a exemplo do nosso Pai e Fundador, possamos crescer cada dia no amor a Deus e a Maria, vivendo com fidelidade nossa Aliança de Amor e servindo a Igreja, como Lírio do Pai, Tabor para o mundo.

1 Comentário em "De volta para o Pai…"

  1. Um verdadeiro pai espiritual!

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