Experiência de viver a Festa do Centenário à sombra do Santuário Original

A dúvida e o medo eram meus companheiros no momento de decidir por ir ou não para esta viagem. Tantos fatores contra, como tempo, dinheiro, trabalho. E os fatores em prol eram incertos, pois não se podia prever o que aconteceria durante esses dias. Foi então que fechei meus olhos e me lembrei que Deus usa do meu coração para falar comigo, resolvi escutá-lo, decidi-me por ir.

                Momentos antes da viagem, ainda em casa, fiquei inquieta e nervosa, com vontade de chorar. O mesmo medo e a mesma dúvida que me assombraram durante o período de decisão voltaram, para que me sentisse insegura. Ao encontrar minhas amigas, da Jufem de Ibiporã, que me acompanhariam pela viagem na rodoviária, foi como se Deus as tivesse usado para acalmar meu coração mais uma vez, e a alegria de estar à caminho de Schoenstatt voltou a contagiar meu coração.

                Ao chegar a Vallendar, partimos direto para o Santuário Original. Que surpresa maravilhosa Deus e a Mãe nos prepararam, o Santuário estava à nossa espera, com poucos peregrinos também a saudar nossa querida Mãe. Entramos. Era ele, onde tudo começou, a razão de eu estar ali, a razão de ser quem eu sou. Eu só conseguia agradecer, dizer obrigada a Deus, a seu Filho Jesus, à Mãe, que deu seu Sim Filial, e ao Pai Fundador que aceitou sua missão de propagar o amor na Terra através de seu amor à Igreja. Me senti filha, amada e acolhida por uma Mãe que me levou a ter aquele momento de emoção e gratidão por todas as graças recebidas. Aquele era apenas minha primeira hora em Schoenstatt. E da mesma forma foi todos os dias naquela terra.

                Pessoas, culturas, línguas, fisionomias tão diferentes, porém ardendo em amor pela mesma causa, Schoenstatt. Uma representação literal das personalidades livre e fortes que o Padre José Kentenich almejou. Era uma imensa família.

                Em mim ficaram guardados inúmeros momentos e lugares marcantes, contudo, o que ainda faz meu coração bater em alegria foi o momento da virada do século antigo para o século novo. Ainda é difícil acreditar, mas eu estava ao lado do Santuário Original no primeiro segundo do novo século. E não contente com isso, eu o abracei, como se fosse um amigo, um irmão ou alguém por quem terei uma gratidão eterna. Encostei minha cabeça e minhas mãos nele e chorei, mais uma vez agradecendo por representar algo tão grandioso na minha vida, agradecendo por sobreviver a tantas provações ao qual foi colocado, abrigando todos àqueles que compartilham de um mesmo ideal. Definitivamente, esse foi o momento de maior emoção pra mim, que levarei comigo pra eternidade.

                Dias para se refletir, para me mostrar quão grande é o Senhor e quão feliz Ele me faz todos os dias de minha vida. Emoção igual, jamais. Haverá outras emoções, com outras sensações, porém com esse sentimento de me sentir abrigada em meio a tantas pessoas, transformada diante de tantas provações e ainda ser enviada com a missão de conquistar novos corações para a Mãe, jamais terei. Será um sentimento único que manterei pra sempre em meu coração.

 

Escrito por: Ana Cláudia Rabelo

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