Festa junina em missão – Apóstolas de Belo Horizonte/MG

“A fé sem obras é morta” já dizia São Tiago.

Em toda festa junina, as Apóstolas Luzentes de Maria, da Paróquia de Santa Luzia – em Belo Horizonte, levam um gesto concreto como ingresso para a festança. E como este é o ano da Misericórdia, elas queriam fazer algo especial, algo que mostrasse que são verdadeiramente Apóstolas e que levam a Luz de Maria para as outras pessoas. Mas, o quê fazer?
Lembraram então do pedido da Irmã Lidiane, nossa assessora, que coincide com o pedido do Papa Francisco de ajudar as vítimas do terremoto ocorrido no Equador! Lançamos, então, a campanha: “Tijolo, tijolinho, tijolão… tudo é importante na reconstrução”.
Esta campanha foi lançada uma semana antes da festa e, na reunião, cada Apóstola recebeu uma carta contendo: informações sobre o trágico terremoto; o pedido do Papa de ajuda dos vizinhos; explicações sobre nossa campanha; um envelope no qual as Apóstolas deveriam depositar o seu dinheirinho. Durante as reuniões, íamos explicando: o pedido do Papa, como ficaram as cidades após a catástrofe e como o povo está sofrendo. Na mesma hora, várias apóstolas se comoveram e se dispuseram a doar tudo que tinham em seus cofrinhos, suas mesadas…
Na reunião das Apóstolas maiores, além de aprender tudo isso, elas ainda fizeram os porta-docinhos para a festa. Esse porta-doce deu um trabaaaalho!!! Mas deixou a nossa mesa linda!
Foi uma semana de intensa atividade para as Apóstolas. Elas pediram doações nas reuniões que os pais participaram, avisaram as famílias para levarem dinheiro, foram aos vizinhos, parentes, amigos, esvaziaram seus cofrinhos…
Enfim, chegaram as festas juninas:
– uma, na segunda-feira para as Apóstolas maiores – entre 8 e 15 anos
– outra, na terça-feira para as Apóstolas menores – entre 3 e 7 anos.
Era lindo de se ver cada menina trazendo, com grande alegria, o envelope contendo a sua Missão, o seu esforço, para ajudar os necessitados do Equador. Cada envelope entregue recebia um chaveirinho em formato de tijolo com o seguinte escrito: “Eu ajudei na reconstrução”.
O XIX Arraiá da MTA foi muito animado! Tivemos: pescaria, jogo das argolas, boca do palhaço, corrida de pés unidos, corrida do ovo na colher, muita música, pipoca, suco, cachorro quente, doce, oração e animação que não acabava mais… No meio da festança, demos uma paradinha e juntas rezamos por uma Apóstola, de 8 anos, que foi internada com urgência, pois foi descoberto que está com leucemia e precisa de tratamento imediato. Todas, unidas, pedimos à Mãe Rainha que cuidasse de forma especial dessa sua filhinha.
A sensação de missão cumprida (ajudar o Equador) e a Mãe Rainha nos ajudaram a ter uma festa com muita, mas muita alegria mesmo. O difícil, no final, era levar as apóstolas de volta para suas casas: essa foi a difícil “missão” dos pais!!!

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