Filialidade provada

Para começar a escrever sobre minha vinculação ao Pe. Kentenich, resolvi tirar um telefone do Pai para me inspirar. E, acreditem, saiu a seguinte frase: “Eu sou a ocupação predileta de Deus, e Deus é minha ocupação pessoal predileta! ”

Minha ligação com o Pai e Fundador começou aos 8 anos, enquanto eu fazia catequese. Nesse período, a Ir. M. Diná e a Jufem foram fazer um convite para as crianças da catequese participarem do Movimento. Fui porque minha mãe queria que eu fizesse mais uma atividade e acabei ficando pela simpatia que o Pai e Fundador me passava. Era uma calma e uma segurança que até hoje sinto, e não sei explicar.

A minha relação com o Pai e Fundador não é de um pai, mas de um avô que cuida, que mima, que protege e que, além de tudo, me oferece a Mãe de Deus – e de quebra o melhor lugar do mundo como casa, abrigo e paz. Esse avô, ao longo dos anos, foi me apresentando um mundo que é possível, com tudo o que temos direito: paz, amor, segurança, morada, saúde e tudo o que precisamos para ficar de pé.

Durante esses anos muitas coisas boas e ruins aconteceram comigo e a presença dele foi ficando mais forte e constante. Nos momentos ruins eram mais intensas. Ele me questionava até onde a minha fé com a Mãezinha ia, sempre me lembrando que para um bom e fiel schoenstattiano nada vem de graça, ou seja, sem sofrimento, sem trabalho e sem fé.

Mas, o que mais admiro no Pe. Kentenich foi a sua filialidade com a Mãezinha nos momentos mais difíceis da sua vida. Desde o seu sim para entrega à vida sacerdotal, ao sim para o campo de concentração, ao sim para exílio. O seu sim foi contínuo e fiel.  Ele foi capaz de, após todo o sofrimento que passou, levar amor ao mundo, apresentar ao mundo que através da fé é possível vivermos em paz.

Posso dizer que nesses 26 anos de Movimento Apostólico de Schoenstatt o que me prendeu a Schoenstatt não foram as amizades ou a Jufem, mas sim a filialidade à Mãe Deus. O Pai e Fundador nos ensina, em todas as suas visitas e orações, como é importante nos mantermos fiéis às nossas mães (no meu caso minha mãe Regina e a Mãe Rainha), por que só elas poderão nos oferecer o amor que precisamos para enfrentar as batalhas e os “campos de concentração” ao longo de nossas vidas.

Por essas palavras acima, não consigo definir em uma única experiência minha vinculação com o Pai e Fundador, porque foram muitas. Uma em especial foi recente: é que todas as vezes que fico desempregada, ele nunca me desampara. Durante a minha vida profissional já fui desligada umas quatro vezes e, todas as vezes que fico sem emprego, nunca recebo todas as parcelas do seguro desemprego, sempre me recoloco antes de receber a segunda parcela.

Agradeço sempre que posso por isso. Assim, todos os dias o Pai e Fundador me lembra que é possível renovar os meus sonhos. E para encerrar o texto um novo telefone do Pai: “Deus me ama como a pupila de seus olhos”.

 Érika Araújo – pertenceu a Jufem Jaraguá

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