Elda Martelo Viero

Ideal Pessoal: Filha Triunfadora e Vitória do Pai.

Data de Nascimento: ——

Data de Falecimento: 23/12/1960

A professora Elda Martelo Viero constitui o quadro dos heróis brasileiros nascidos no Rio Grande do Sul. Casou-se com Olivio Viero, em 23 de julho de 1940, matrimônio que lhes trouxe dois filhos. Um temperamento impulsivo e decidido marcava sua personalidade, Elda era autoritária e não tinha medo de enfrentar problemas, além de ser muito comunicativa e dada com todos os que convivia. Era uma professora muito conhecida em toda a região.

A professora não tinha costumes religiosos, não era uma mulher de fé. Mas essa realidade mudou por meio de uma pregação popular, conduzida pelos padres Celestino Trevisan e Dorvalino Rubin, sendo que ela deixou-se tocar pelo amor de Deus. A partir daí, com essa vitória da graça, começa a frequentar os retiros e cursos pedagógicos realizados na Casa de Retiros, recém fundada na cidade de Santa Maria/RS. Ali conhece a espiritualidade de Schoenstatt e ingressa no Movimento, na década de 1940.

Com o tempo sua vinculação ao santuário foi se aprofundando, e ela o visita sempre. Participa das reuniões de formação para revisar sua vida e, sobretudo, para aproveitar essa fonte de graças que jorra do Tabor. Elda Viero foi quem incentivou a formação do primeiro grupo de Mães de Schoenstatt em Santa Maria. Na escola do santuário cresce até fazer sua consagração de Carta Branca, dando seu sim total a Deus. Essa consagração ela faz diante do bispo de Santa Maria, Dom Antônio Reis, em 18 de outubro de 1950.

Deixando-se moldar pela Grande Educadora, se abre pouco a pouco à vontade de Deus, dando seu “Sim” à imagem de Maria. Com esse crescimento eleva seu grau de aspiração, oferecendo-se pela Inscriptio, que é a entrega total nas mãos de Deus, ao ponto de dizer: “que não se faça minha vontade, mas sempre a sua”, e segundo a qual não só se aceita a cruz mas, por amor, a solicita se for o Plano Divino. Sua consagração foi no dia 15 de fevereiro de 1955, e ela a ofereceu pela santificação e heroísmo dos sacerdotes, de modo especial pela Obra de Schoenstatt no Brasil e no mundo.

Alguns anos mais tarde adoece e precisa se mudar para Santa Cruz do Sul, para poder iniciar o tratamento de saúde, onde chega em 30 de outubro de 1955. Mas ela não foi sozinha, levou Schoenstatt consigo, em seu coração. Na nova cidade cuida de falar do Movimento para outras pessoas, para que também sejam felizes, como ela encontrou a felicidade na Aliança com a Mãe de Deus. Assim inicia um grupo de formação, e as reuniões se fazem junto ao seu leito de enferma. Suas companheiras contam que, apesar de seus sofrimentos, Elda estava sempre alegre.

Mais tarde passa por uma cirurgia, o que lhe dá uma rápida melhora. Ela retorna para Santa Maria, junto ao santuário Tabor. Porém, no final de 1957, reaparece sua enfermidade. As últimas palavras em seu diário, de 19 de dezembro de 1960, são: “Mãe Querida, com tua graça pronuncio o SIM final. Seja como quiseres! Contigo estou pronta! Ajuda-me no final de meus dias. Sim Pai! Sim Mãe! Por Vós!”

Por meio de uma amiga, comunica a seu Diretor Espiritual: “Comunique ao Padre Pio que me foi difícil pronunciar o SIM, mas eu o fiz.”. Faleceu em 23 de dezembro de 1960, tornando viva a consagração de entrega total.