Elisabeth Schalück

Data de Nascimento: 06/05/1930
Data de Falecimento: 09/02/1961

Elisabeth Schalück nasceu no dia 6 de maio de 1930 em Wiedenbrück, Alemanha. Sua mãe, pessoa cheia de humor e profundamente religiosa, sempre estava um pouco adoentada. O pai de Elisabeth era um homem sério e íntegro; o que ele se propunha, era realizado. Elisabeth herdou de seu pai a aspiração à integridade e ao mais alto. O Sr. Schalück faleceu em 1948, mesmo ano que seu filho mais velho havia morrido na guerra. Desde então Elisabeth tinha que carregar ainda mais trabalho e responsabilidade.

Olhando mais de perto o programa diário de Elisabeth, é possível ter uma ideia das exigências físicas que ela fazia a si mesma. Não se sabe que horas tocava seu despertador. Antes de ir à Santa Missa, às 6h30, ela devia cuidar do gado e tirar o leite das vacas. Na sagrada eucaristia buscava a força para o novo dia. Às 7h30 começava seu serviço na linha de montagem de uma fábrica de meias. No intervalo do almoço, Elisabeth ia ligeiramente de bicicleta para casa, a fim de cuidar dos afazeres domésticos e do gado, quando era necessário, especialmente no inverno. Depois ela voltava à fábrica. Quando, enfim, voltava para casa, devia cuidar mais uma vez do gado e dos trabalhos domésticos. E, mesmo com todas essas tarefas diárias, iniciou um trabalho com a juventude na paróquia, e ainda fez alguns cursos noturnos, o de taquigrafia e o de digitação na maquina de escrever.

Rapidamente Elisabeth chama a atenção de uma dirigente da Juventude Feminina de Schoenstatt. Seu jeito alegre e jovial agrada. A dirigente pergunta à adolescente de 14 anos se ela não gostaria de fazer parte do grupo. “Para dizer a verdade, na época só vim para agradar a dirigente, porque gostava muito dela.”, disse Elisabeth mais tarde. “O que o grupo e o que Schoenstatt queria, eu compreendi somente bem mais tarde“.

Com pouco tempo de participação no grupo, e mesmo sem selar a Aliança de Amor, foi convidada para ser dirigente de seção; convite que aceita com alegria. Elisabeth nunca queria algo pela metade, mas sempre o mais alto e último. O ideal da seção que pertencia, em sua essência, foi formulado por ela: “Juventude ardente pela missão quer ousar o mais alto, dizer singela e firmemente um sim ao sacrifício“.

Não demora muito e Elisabeth é uma das pilastras da Juventude Feminina. Um acontecimento especial após alguns anos ajuda-a a crescer ainda mais na profundidade e a conduz, por assim dizer, à perfeição, e esse acontecimento marca não somente a vida da jovem, mas a história da jufem como um todo. Foi quando, em 1954, aparece num encontro de formação a ideia do Ver Sacrum.

O Ver Sacrum se torna sua vocação de vida, à qual se sente chamada pela Mãe de Deus. A ideia de ser Sagrada Primavera para Schoenstatt desperta nela forças nunca imaginadas e lhe ajuda a superar todas as exigências e o trabalho diário. Como primeira de sua seção, em hora decisiva, ela pronuncia as palavras: “Se a juventude de Paderborn um dia te romper a fidelidade, se apague na mesma hora esta luz no santuário.”

Mais tarde desabrocha a vocação em seu ser: quer ser irmã de Maria. Então no outono de 1960 entra no Postulado. Ela chega atrasada e, praticamente, está doente desde o primeiro dia. No entanto ainda não suspeita de seu verdadeiro estado.

Durante uma cirurgia se revela a comovente realidade de que Elisabeth está com câncer em estado avançado e que não se pode mais salvar sua vida. Os médicos lhe dão ainda duas e no máximo três semanas. Então as Irmãs se vêem diante da questão: será que se pode realizar ainda o desejo mais íntimo de Elisabeth de se tornar irmã de Maria? A direção da Família das Irmãs dá a licença para a vestição adiantada.

A fidelidade de Elisabeth é recompensada: gravemente enferma ela pôde receber as vestes de irmã. Ela mesma pediu a noite do Ano Novo para sua vestição, a hora do Ver sacrum! Na hora em que os meninos da segunda geração fundadora, durante a guerra, em 1940/41 acenderam no Santuário a Lâmpada Sagrada, Elisabeth quer rezar mais uma vez sua consagração e receber a veste das Irmãs. Assim, por volta de meia noite no início do ano de 1961, Elisabeth faz a sua vestição.

São suas as palavras:

Quando alguém nos presenteia um livro, podemos dispor independentemente deste presente. O doador do livro não tem mais responsabilidade por aquilo que presenteou. Assim também nós não precisamos mais nos preocupar, pois presenteamos a nós mesmas e o que temos, nossas intenções à Mãe de Deus“.

Na manhã do dia 9 de fevereiro de 1961, depois de muito sofrimento silencioso, a irmã Maria Elisabeth faleceu. Ela alcançou muito cedo o lugar que muitos buscam: o cume. Agora pode nos indicar o caminho às metas mais altas.