Francisco Ziober

Ideal pessoal: Servir a Maria

Data de Nascimento – 09/03/1934
Data de Falecimento – 27/09/1964

Francisco Ziober nasceu em 9 de março de 1934 na cidade de Gália (SP). Foi o primeiro filho de José Ziober e Ana Brokertas Ziober. Viveu quase toda sua vida em Londrina (PR). Jovem de porte atlético e inteligente, trabalhou como mecânico torneiro e dedicou seus talentos por mais de seis anos na Rádio Londrina. Com 26 anos, em 1961, conheceu Zeila – uma jovem com quem se casou e constituiu família.

No entanto, pouco tempo após as alegrias do casamento descobre que tem leucemia e passa por momentos difíceis. Tornou-se pai e era um jovem condenado a poucos anos de vida. É a partir desse momento que começa a questionar o sentido da vida. “Senhor, que sentido terá este sofrimento em minha vida? Quero viver, Senhor. Deixai-me viver para educar meus filhos. Sinto-me arrasado. É a tortura sem nenhum consolo. Até quando Senhor? Quero ter Fé. Quero esperar um milagre. Um milagre da Virgem Santíssima. Ela há de me curar, para que eu possa viver.”

Em junho de 1962, Francisco e sua mulher visitaram o Santuário e, providencialmente, encontraram a Irmã que orientava os grupos de casais da Obra das Famílias. Ambos se interessaram e entraram em um dos grupos da Liga das Famílias, sendo que, com pouco tempo no grupo, logo foram eleitos dirigentes do mesmo. Embora principiante, Francisco tenta descobrir seu ideal pessoal, que se consolida na frase: “Servir a Maria”. Ele queria conquistar rapidamente toda a espiritualidade de Schoenstatt, onde seu crescimento espiritual foi muito produtivo. Como dirigente procurava ser exemplo. Rezava muito pelo seu grupo e movimento; a santidade era sua meta.

Dizia que o grupo deve ser uma família onde todos se amam e onde a sinceridade somente serve para nos aproximar mais e mais da Mãe Rainha. Francisco foi um filho autêntico de Schoenstatt, compreendeu profundamente a missão do Santuário. No leito de morte, com plena consciência e liberdade, ofereceu sua vida como sacrifício pelo Movimento no Brasil. “Não há maior amor do que dar a vida por quem se ama.” Alguns meses antes, ele escreveu em seu diário: “Quero ser santo, mas sou um fracassado. Transformai este fraco em forte e o fracassado será um vitorioso filho de Maria.”

Francisco faleceu em 27 de setembro de 1964, em São Paulo, sem conseguir antes, como queria, consagrar-se pela Carta Branca junto com seu grupo.