Henrique Schaefer

Ideal Pessoal: Luzir, silenciosamente e sempre, todo entregue à Mãe. Quero arder pela Mãe, quero luzir por todos os errantes. Quero ser luz, iluminando o caminho que leva a Cristo

Data de Nascimento: 06/11/1920
Data de Falecimento: 16/07/1941

Henrique Schaefer nasceu numa pequena aldeia chamada Mittel-Elsaff, em 06 de novembro de 1920. Passou uma infância feliz ao lado dos seus familiares e desde pequeno já cultivava um amor profundo a Maria. Aos 10 anos, em sua primeira comunhão, revelou a sua mãe seu desejo mais oculto, que era ser um sacerdote. Essa vontade foi bem aceita e os seus pais fizeram de tudo para que se concretizasse. Quatro anos após o ocorrido, seu pai o levou para o seminário em Schoenstatt para que ele continuasse seus estudos. Começava então seu aprendizado em torno do Movimento e de seus respectivos herois, principalmente José Engling. Isso fica provado na seguinte frase: “Quero ser um segundo José Engling. Quero ser para os meus colegas aquilo que José Engling era para a primeira geração schoenstatteana e para Schoenstatt”.

Quando iniciou-se a Segunda Guerra Mundial, começava para Henrique um período de luta, onde ele sentia a necessidade de intensificar o seu amor à MTA, correndo todos os riscos possíveis para tal, ou seja, sendo uma verdadeira força motriz em buscar a prova dos seus ideais. Baseado nisso, ele e mais alguns companheiros resolveram oferecer todos os seus sacrifícios por Schoenstatt, sendo sementes novas em suas vidas, constituindo assim uma PRIMAVERA SAGRADA. Muitos encontros foram realizados em torno desse tema, em que o objetivo era encontrar um símbolo para essa geração. Decidiram no Natal de 1939 que o mesmo seria o fogo. Mais tarde, Schaefer decidiu modificar o antigo projeto que resultou na lâmpada do Ver Sacrum, como a vemos no santuário.

Tempo depois, Henrique foi convocado para ser soldado da artilharia. Mesmo estando na guerra procurava manter-se fiel ao seu propósito, pois ao longo de sua vida passou por diversas situações envolvendo dúvidas e tribulações. Um dia antes de sua morte, Henrique caminhou espiritualmente por Schoenstatt e em frente à imagem da Mãe de Deus se consagrou novamente, e como o momento era de extrema tensão nos campos de batalha entregou sua vida nas mãos da Mãe, dizendo:

“Minha querida Mãe celestial! Estou de acordo, sim, é meu desejo, se for a vontade de Deus, de tombar já hoje, no dia de meu onomástico. Já neste instante, um canhão russo pode atirar-me, já neste momento, uma bala inimiga pode perfurar-me”.

No dia 16 de Julho de 1941, às 13 horas, Henrique Schaefer foi atingido por uma lasca de granada, matando-o no mesmo instante. A partir deste momento a obra do Ver Sacrum foi aceita por Deus.