Irmã M. Custódia Lovércio

Ideal Pessoal: Amando, me consumo pela glória do Pai

Filomena Lovércio é o seu nome de batismo. Ela nasce em Potirendaba, mas logo sua família muda-se para Londrina (PR), perto do Colégio Mãe de Deus, das Irmãs de Maria de Schoenstatt, onde inicia seus estudos. Como estudante, conhece a espiritualidade de Schoenstatt e é a primeira jovem brasileira que decide ingressar no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt.

Sua vestição acontece no dia 1º de dezembro de 1943 e escolhe o nome de Irmã M. Custódia. Sua vida é quase toda dedicada à educação dentro da comunidade ou nos ramos do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Com grande entusiasmo e convicção anuncia o carisma do Fundador, padre José Kentenich, a quem conheceu pessoalmente.

Trabalhou em diversos grupos do Movimento. É ela quem inicia o primeiro curso da União Apostólica Feminina de Schoenstatt, no Brasil. Em 1975, é enviada como missionária para Portugal. Aceita esta designação com admirável espírito sacrifical e profunda consciência de missão, pois ama e trabalha para seu país.

Seguindo a vontade do padre José Kentenich, ela se predispõe a enfrentar as dificuldades de um novo início em terras estranhas. Parte do santuário Tabor como uma enviada do fundador, a fim de cooperar para que se realizem suas palavras proféticas: “À sombra deste Santuário serão decididos os destinos das regiões de língua portuguesa”. (Santa Maria, 1949)

Quando é construído o Santuário de Gafanha de Nazaré, ao norte de Portugal, ela se oferece como altar sacrifical.

Em breve começa a se manifestar os primeiros sintomas de sua doença (câncer). Ela aceita como sinal que a Mãe aceitou a oferta de sua vida, para a fecundidade de Schoenstatt em Portugal. Essa enfermidade a traz de volta ao Brasil em 1980, o que significa uma grande renúncia para ela.

Reinicia suas atividades no Brasil, assumindo a tarefa de Mestra de Noviças do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Porém, sente cada vez mais declinarem suas forças. Renova sua entrega total para a Obra de Schoenstatt e como dádiva por numerosas e boas vocações sacerdotais e religiosas. Também pela beatificação e canonização de nosso Pai e Fundador.

Toda sua vida é a expressão de um contínuo anunciar o Pai. Consumiu-se silenciosamente pelo Reino do Pai para que este se amplie cada vez mais.