Irmã M. Emanuele Seyfried

Ideal Pessoal: Filha e reflexo do Pai e da Mãe

Irmã M. Emanuele, batizada com o nome de Elizabeth Seyfried, nasceu em Rottweil, no sul da Alemanha. No dia 1º de julho de 1932, ingressou no Instituto das Irmãs de Maria, em Schoenstatt.

Em 12 de maio de 1935, juntamente com outras irmãs, ela recebeu do padre José Kentenich, a cruz missionária, sendo enviada ao Brasil alguns dias depois.

Em junho de 1935 pisou pela primeira vez o solo brasileiro, estabelecendo-se em Jacarezinho (PR). Encontrou as dificuldades do idioma, precárias condições de habitação e falta do mais necessário para sobreviver.

Com suas Irmãs de Comunidade, abriu a primeira escola em Londrina, o Colégio Mãe de Deus, assumindo aulas de português sem dominar a língua. Nessa época, Londrina era um pequeno povoado em meio à mata virgem.

Quando, em 1945, a sede do Instituto foi transferida para a cidade de Santa Maria (RS), Irmã M. Emanuele passou a residir ali, assumindo a responsabilidade de mestra do noviciado e terciado.

Em 18 de março de 1947, o padre José Kentenich chegou em Santa Maria, e nesses anos felizes, marcados pela sua presença, Irmã M. Emanuele pôde estar muitas vezes em sua companhia e receber dele formação, orientação e educação.

Quando buscavam o Ideal da Província Brasileira, foi ela quem sugeriu o nome: TABOR. O ideal foi definido, em 1984, como ideal da Família de Schoenstatt em todo Brasil.

Durante o tempo de exílio do Fundador, Ir. M. Emanuele tornou-se ponto de referência para todos os schoenstatteanos do Brasil e da América Latina. Sabia orientar a todos para a fidelidade ao carisma de Schoenstatt, à vinculação ao Fundador, esclarecer dúvidas e ser um ponto de segurança para toda a Obra. O Fundador, exilado, sabia da influência positiva que Ir. Emanuele exercia e a estimava muito.

Com o regresso do exílio do Fundador, iniciou-se uma nova etapa em sua vida: em 1967, depois de haver deixado sua pátria há 32 anos, retornou a Schoenstatt, a fim de participar do Capítulo Geral do Instituto, que contou com a presença do Pe. José Kentenich.

Sua personalidade singular e ao mesmo tempo tão marcante, conquistou as Irmãs capitulares que a elegeram, unanimemente, Superiora Geral do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Com isso, Deus exigiu dela duas coisas: carregar a responsabilidade pelo Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt em todo o mundo, num período pós Concilio Vaticano II, e deixar o Brasil, que já tinha se tornado sua pátria.

Irmã M. Emanuele conduziu a Família das Irmãs com bondade, sabedoria e firmeza. Seu único objetivo era conduzir ao Pai e Fundador todos os que lhes foram confiados.

Sua alma cresceu à sombra da cruz, de um heroísmo filial, de uma entrega maternal sem reservas e de um profundo desprendimento de si mesma.

Os poucos anos de seu governo geral também foram marcados pela cruz: primeiro a morte do Pe. José Kentenich, em 15 de setembro de 1968, e logo depois uma grave enfermidade a atingiu. Essa etapa dolorosa de sua vida a fez crescer ainda mais em sua filialidade heróica e na doação total à Obra. Nesta atitude, no dia 4 de março de 1973, foi chamada pelo Pai Celestial ao Schoenstatt-eterno.

A Obra de Schoenstatt ganhou uma intercessora em todas as questões, especialmente, pela fidelidade ao carisma do Fundador.