Irmã M. Teresinha Gobbo

Ideal Pessoal: Pelo Pai me consumo

Data de Nascimento: 20/07/1922
Data de Falecimento: 07/03/1988

Ir. M. Teresinha nasceu a 20 de julho de 1922, em Pejuçara (Cruz Alta-RS) e ali passou sua juventude. Aos 20 anos sentiu-se profundamente tocada pela graça da vocação, através de uma Missão Popular pregada pelo Padre Celestino Trevisan. Sentiu-se chamada para a vida religiosa e terminou o seu noivado. Preocupou-se com o noivo, dizendo que rezaria por ele para que encontrasse uma pessoa que o fizesse feliz, e realmente isso aconteceu.

Partiu, então, para Londrina onde ingressou no primeiro grupo de Noviciado das Irmãs de Maria no Brasil. Em dezembro de 1943, com as irmãs do seu grupo, consagrou-se à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt como a grande Consorte de Cristo, aquela que partilha da mesma sorte, destino de Cristo; aquele a quem tinha se entregado totalmente.

Por meio do seu Ideal Pessoal “Pelo Pai me consumo”, viveu sua Aliança de Amor. Em tudo era animada pelo lema ‘amor por amor’. Cada sofrimento foi uma força vigorosa que a aproximou mais do Pai celestial; por isso o sorriso e a alegria foram suas mais fortes características.

Em 1947, Pe. Kentenich visitou o Brasil pela primeira vez. Grande era a expectativa de conhecê-lo, pois quando ela ingressou como irmã, ele estava no campo de concentração de Dachau. Desde o primeiro momento sentiu-se atraída pelo espírito alegre e bondoso do Fundador.

Em 1949, o Pe. José Kentenich depositou nela a sua esperança e confiança ao entregar-lhe pessoalmente a direção e responsabilidade pelo Movimento de Schoenstatt no Brasil, tarefa que desempenhou durante 30 anos.

Ir. M. Teresinha foi o instrumento escolhido por Deus para, indiretamente, dar início à grande “Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt”. Foi ela quem, em 1950, entregou a Imagem Peregrina ao Sr. João Luiz Pozzobon, com a incumbência de que ele a levasse às famílias do seu bairro. Foi o modesto início da grandiosa “Campanha” que, hoje, abrange milhares de famílias nos cinco continentes, e que se tornou o ‘rosto’ de Schoenstatt aqui no Brasil.Durante a longa prova que passou a Obra de Schoenstatt, devido ao exílio do Fundador, o Movimento foi proibido em todo o Rio Grande do Sul e Irmã M. Terezinha teve que deixar Santa Maria por ordem do Bispo local. Passado o tempo de proibição, retornou a Santa Maria com redobrado ardor.

Depois mudou-se para Santa Cruz, onde continuou trabalhando até 1984, quando sua saúde se agravou pelo mal de Parkinson. Retornou a Santa Maria para tratamento, mas no início de 1988 seu estado piorou, ficando quase um mês em estado de coma. Assim, veio a falecer no dia 7 de março de 1988, em Santa Maria, lugar onde trabalhou tantos anos pelo Movimento de Schoenstatt.

10 de setembro de 1980 – João Pozzobon devolve a imagem Peregrina Original à Ir M Terezinha Gobbo