Júlio Steinkaul

Ideal Pessoal: Guiar mediante o Servir

 Data de Nascimento: 18 de junho de 1921
Data de Falecimento: 3 de agosto de 1943

 Júlio nasceu em uma em uma região industrial da Alemanha conhecida como “o vale carbonífero de Ruhr”. Desde criança demonstrava um grande espírito empreendedor e vivia se aventurando. Muito cedo decide fazer a primeira comunhão e aos nove anos sente-se chamado ao sacerdócio.

Infelizmente a família não tinha boas condições financeiras. Depois de muito esforço, somente aos treze anos, o jovem pode ingressar na casa dos estudantes dos Padres Pallotinos, em Ehrenbreitstein, Alemanha, em cuja proximidade se encontrava o santuário de Schoenstatt, onde iria decidir-se e culminar a vida interior de Júlio Steinkaul. Em 1934 foi aceito no grupo “Fidalgos da Mater”, vindo, em 1935, a ser eleito como primeiro chefe do grupo. Júlio era um jovem de altos ideais. E isso é notavelmente comprovado pelo fato de aos catorze anos de idade desempenhar com responsabilidade seu serviço de fidalgo da MTA, entregando-se a Ela nas coisas mais insignificantes.

Ser chefe: essa ideia marca profundamente a vida de Júlio. Já em abril de 1938, ao participar de uma jornada de dirigentes em Schoenstatt toma notas soltas em seu diário pessoal refletindo sobre o papel do chefe. Nelas percebemos a dureza com que encara a tarefa e o encontro com seu ideal pessoal: “O destino de uma comunidade está ligado ao seu chefe.” “A vitória do chefe é a vitória da comunidade.” “Nossa meta é fazer de cada um, um chefe.” “Se o estado do conjunto de uma comunidade está abaixo da média é culpa do chefe.” “De 100 patadas, 99 são para o chefe.” “Deve-se ser chefe pela obra que se realiza, não pelo cargo que se tem.” “Devo conquistar seguidores através do serviço desinteressado aos demais. Ser chefe significa, antes de tudo, preocupar-se pelo Capital de Graças.”

Em 1939, já irrompida a Segunda Guerra Mundial, sela a sua Carta Branca. No final deste ano e início dos anos 40, Júlio e seus amigos conhecem a história da “PRIMAVERA SAGRADA”. Essa ideia se converteu em um símbolo para os estudantes. Foi uma geração. Os acontecimentos de 1939 e 1940 fizeram essa ideia amadurecer. Esses jovens queriam ser, nas mãos da Virgem de Schoenstatt e a fim de evangelizar o mundo, a Primavera Sagrada de uma Humanidade. “Por causa dos puros que se sacrificam, Deus salva um povo inteiro”.

Escreve Júlio: “Ser chefe servindo aos demais, por ordem e em nome da minha Rainha. Vive na atitude a Carta Branca dada a MTA, para que haja santos sacerdotes de Schoenstatt! Vive a Primavera Sagrada!

Em 1940 recebeu a convocatória do Terceiro Reich para servir no Exército, e mesmo no ambiente de guerra manteve firmes seus ideais. No dia 03 de agosto de 1943, uma granada feriu a um companheiro seu, Helmut. Júlio lançou-se até ele, e uma segunda granada o atingiu. Quando um tenente quis socorrê-lo, Júlio não permitiu, dizendo-lhe: “A Helmut, primeiro”. Assim, pela última vez, foi “Guiar mediante o Servir”. Veio a falecer nesse mesmo dia, às 18h30h, como vivo Ver Sacrum para o mundo.