Maria Regina Sakura Tokano

Ideal Pessoal: Amar pelo servir em prontidão filial

Data de Nascimento: 12/02/1943
Data de falecimento: 05/07/1966

Maria Regina Sakura Tokano, ou Regininha, como é conhecida, nasceu em Jataizinho no dia 12 de fevereiro de 1943, e residia em Uraí, no Paraná. Seus pais, japoneses budistas, eram muito conservadores; o ambiente familiar era muito silencioso e os filhos raramente tinham oportunidade de ter um relacionamento pessoal com os pais.

Aos 17 anos, Regininha foi morar no pensionato do Colégio Mãe de Deus, em Londrina, para cursar História. Assumiu então o cargo de bibliotecária no pensionato, para ajudar no custeio de suas despesas pessoais. Ela era uma pessoa sempre alegre e sorridente, quieta, tímida e muito sensível; nunca mudava de humor, era de estatura pequena e delicada, seu modo de trajar era sempre muito simples. Sua maneira delicada de falar e de se portar fazia com que todos sentissem prazer em conviver com ela. Com sua percepção, saberia dizer se uma pessoa estava triste, alegre, apenas pela maneira que a mesma falava ou pela expressão de seu rosto. Uma de suas características marcantes era a serviçalidade, o que viria a marcar seu ideal pessoal: “Amar pelo servir em prontidão filial”.

Um convite que mudaria sua vida foi o de participar da Juventude Feminina de Schoenstatt. Regininha vivia intensamente da graça da filiação divina. Seu amor pelo Pai Celestial e pela “Mãezinha” era tão grande que sua alma tinha uma apurada sensibilidade aos desejos de Deus. Selou sua Aliança de Amor em 08 de dezembro de 1961, e em 18 de outubro de 1963, junto com o seu grupo, fez a consagração de Carta Branca. Em 1964 entrou para o juvenato, para descobrir se realmente sua vocação era a vida religiosa, porém sem o consentimento de seus pais teve que voltar para Uraí.

Retornando para casa, passou a dar aula em um colégio da cidade. Em julho de 1966 levou seus alunos para um torneio em Curitiba; lá sentiu-se mal e foi levada para o hospital, onde veio a falecer devido á uma punção na espinha. Ainda em 1966 seu nome foi colocado no Monumento dos Heróis como dádiva preciosa de verdadeira doação por Schoenstatt.

Em seu diário encontramos:

“ Quero ser sempre pequenina como no primeiro momento da vida, com um coração puro, sincero, angelical, para estar sempre juntinho da Mãezinha e do Pai Celestial que tudo me dá e que me ama muito…Tenho o coração no Santuário e o Santuário no meu coração!…quero ser Santa. Santo é aquele que vive conforme a vontade do Pai. Deus é perfeito, pois isso devo ser perfeita, não só no pensar e sentir, mas principalmente no viver. Dá-me tornar vivência aquilo que me ensinas através de Schoenstatt!”

“…ou tudo ou nada, como para mim não existe o nada, sobra-me o tudo…”