Padre Celestino André Trevisan

Ideal Pessoal: Filho e esposo fiel da Mãe e do Pai

Padre Celestino era filho de imigrantes italianos e nasceu em Silveira Martins/RS. Aos 16 anos decide sua vocação para o sacerdócio. Faz todos os seus estudos no Seminário da Imaculada Conceição em São Leopoldo/RS, dirigido pelos Padres Jesuítas. É ordenado sacerdote na catedral de Santa Maria/RS e aí começa a trabalhar em Missões Populares como sempre desejou. Milhares de pessoas ouvem suas pregações, que despertam muitas vocações sacerdotais e religiosas.

Seu irmão, Pe. Máximo Trevisan, que estava estudando em Roma, o coloca em contato com o Movimento Apostólico de Schoenstatt e já pensa num santuário de Schoenstatt, em Santa Maria. Das missões populares nasce a Casa de Retiros em Santa Maria, que teve no Padre Celestino o mais dedicado propagador. Outra preocupação sua é a divulgação de publicações religiosas de cunho popular. Ele mesmo publica, entre livros e folhetos, cerca de 110.000 exemplares.

Pe. Kentenich escreve ao Padre Máximo, sobre o Padre Celestino: “Seu irmão me causa muita alegria, com peculiar segurança intuitiva empreende tudo com clareza. É instrumento apto para nossa missão e será muito útil.” (29.4.1948)

Padre Celestino colabora com o início da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, benzendo a imagem com a qual o Diácono João Luiz Pozzobon peregrinou durante 35 anos. Em 1966, Padre Celestino, apesar de contar com mais de 60 anos, toma uma decisão importante em sua vida: faz a sua opção pelo Instituto dos Padres de Schoenstatt, recém fundado, e parte para São Paulo, onde os padres começavam a se instalar.

Ajuda nas atividades junto ao santuário em Atibaia, dando início as romarias para esse local de graças. Como vigário paroquial, em Mairiporã, atrai a juventude. Suas celebrações, geralmente, não duravam menos de duas horas, e a Igreja estava lotada com centenas de jovens, todos os domingos. Todos se sentem atraídos por esse ancião, apaixonado por Maria e de coração inteiramente tomado de entusiasmo juvenil.

Em 1981 inicia o ocaso de sua vida. A enfermidade o vai dominando, porém Padre Celestino não perde o espírito missionário. Seu leito é rodeado de amigos e paroquianos, todos querem trazer a sua gratidão. O ardor de seu amor o faz pronunciar: “Gostaria de, ainda depois de minha morte, poder pregar o nome de Maria.”

No dia 11 de março de 1983 vai ao encontro definitivo daquela que ele ensinou tantos a amar. É ele agora o peregrino acolhido no santuário do céu. É sepultado em Mairiporã, junto aos que serviu nos últimos anos, e mais tarde é transladado para o santuário do Jaraguá.