Integrante da Jufem Londrina conta como foi seu centenário e o que espera para os próximos anos em Schoenstatt

Em Londrina, o centenário de Schoenstatt foi vivido com a união de mais de 5 mil pessoas em um grande evento no Ginásio do Moringão. Integrante da Juventude Feminina e editora-chefe da Tabor em Páginas, Pauline Almeida estava na comissão de organização da celebração, como coordenadora da assessoria de imprensa. No dia 18 de outubro foi uma das animadoras da festa e vivenciou com intensidade a alegria dessa renovação da Aliança de Amor tão especial. Em entrevista ao site da Jufem Brasil, ela conta como foi seu sentimento durante o jubileu e o que sonha para os próximos cem anos da Obra de Schoenstatt.

Jufem Brasil: Pauline, como foi a preparação para o centenário?

Pauline: Eu entrei na Jufem há quatro anos. Mesmo sendo relativamente nova no movimento, esses quatro anos foram sempre bastante intensos, com muito envolvimento nas atividades da família, da juventude. A espera pelo centenário sempre foi algo que me chamou a atenção, observando o quanto as pessoas aguardavam a data com tanta gratidão, ansiedade e carinho.

Uma coisa que me marcou muito foi quando os pallotinos entregaram o Santuário Original para Schoenstatt. Quanta alegria! A Jufem esteve em peso na Missa Jovem, comemorando junta a grande graça. Portanto, essa expectativa para o centenário era algo muito palpável. Em Londrina, ainda começamos a organizar a festa do jubileu com bastante antecedência, com meses de reuniões.

O centenário não foi apenas a celebração do dia 18 de outubro, mas aqui em Londrina fizemos uma missa de abertura do ano, o título de cidadão honorário post mortem para o Pe. José Kentenich, a sanção da lei que declarou 2014 como o Ano do Centenário de Schoenstatt no calendário oficial do município, a organização do I Congresso Mariológico da Arquidiocese de Londrina.

Não foi apenas a festa em si do centenário que surgiu como uma graça, mas toda sua preparação, pois a uniu a família de Schoenstatt em torno de algo, uma unidade sempre tão incentivada pelo nosso Pai e Fundador.

Jufem Brasil: Londrina teve uma linda festa do centenário. O que te marcou?

Essa mesma união da Família de Schoenstatt que precedeu a celebração do dia 18 de outubro se intensificou durante a data. Na vivência que foi realizada, por exemplo, tivemos a participação de todos os ramos, projetos sociais, Colégio Mãe de Deus, Santa Casa, Centro de Formação Mater Ter Admirabilis, Centro de Planejamento Familiar. Schoenstatt dá uma contribuição enorme para a nossa sociedade e às vezes nem reconhecemos toda sua riqueza.

Tenho um carinho enorme pela Campanha da Mãe Peregrina. Já dei formação a alguns grupos de missionário que se formavam para a Aliança de Amor e foi uma das coisas que mais me despertou amor. Como o Papa Francisco conta ao Pe. Alexandre em seu livro “Ela é minha mãe”, se quisermos saber como amar a Maria é preciso perguntar ao povo.

Essas pessoas que não saem de casas sem as suas “Mãezinhas” têm uma fé tão vívida, tão instintiva. No centenário me marcou muito ver o ginásio cheio de Mães Peregrinas, uma prova concreta de como Maria é um elemento importante na casa das famílias e sempre consegue apresentar Jesus de um jeito íntimo.

Também me marcou muito a alegria com que as pessoas assistiam à celebração do Santuário Original, a emoção em ver o quadro da MTA circulando e depois retornar a sua casa.

Jufem Brasil: Como você vê o caminho de Schoenstatt neste pós-centenário?

Pauline: Acredito que o centenário deu uma visibilidade a Schoenstatt porque foi muito divulgado, inclusive na imprensa. Temos que aproveitar esse espaço para trazer as pessoas que souberam do movimento e têm esse amor por Cristo e pela Mãe.

O Pe. José Kentenich sempre foi bastante profético, tanto que seus textos versam sobre os problemas do mundo atual. Vejo também no Papa Francisco esse caráter profético, com seu jeito simples, que chama a atenção das pessoas. Ele não está mudando a essência da Igreja, mas busca práticas pastorais diferentes e que vêm dando um resultado enorme.

Temos que nos manter com a “mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus”, mas evoluindo a prática pastoral. Como chamar essas pessoas? Como divulgar Schoenstatt da melhor maneira?

Particularmente, uma coisa que me move são os desafios sociais. O Pe. Kentenich tem um material riquíssimo nesse sentido, ainda pouco divulgado. Eu acredito que precisamos fazer essa discussão. Não sermos apenas “mulheres novas”, mas forjar a “nova comunidade” e esse processo passa pelo desafio social.

Em 2015, a Jufem Brasil se reúne em mais um encontro nacional. Para o centenário, chegamos à unidade, fomos coroas vivas. Acho que a data será ótima para exercitarmos o pensamento profético!

15576698721_2f0be87c80_z (2) 15393174727_96dccc37bd_z (2)

Seja o primeiro a comentar em "Integrante da Jufem Londrina conta como foi seu centenário e o que espera para os próximos anos em Schoenstatt"

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado.


*