Ir à Schoenstatt – um toque da Divina Providência

Uma das nossas representantes da Jufem no Centenário em Schoenstatt nos conta:

Mariana partilhe com nossa Jufem Brasil como foi estar em Schoenstatt durante os dias do Jubileu.

Quando me dizem para testemunhar o que vivi em Schoenstatt nesse Centenário, não sei colocar em palavras todos os sentimentos vividos. Mas quero tentar, porque foi algo mágico, especial e com grande toque da Providência da Mãe.

Bom, me chamo Mariana Siqueira, tenho  16 anos e sou da Jufem Louveira-SP. Com a ajuda de todo grupo da Jufem local e de grande parte da cidade, pude ser uma das 5 meninas que daqui foram para o Jubileu.

Como foram os preparativos e qual foi sua sensação ao ser uma das escolhidas?

Desde o principio a Mãe foi providente nessa viagem, pois com poucas condições financeiras tivemos que ralar muito para vender rifa, limpar mesas em festas e pedir doações para conseguirmos realmente ir nesse grande sonho.

Nunca esperei que fosse escolhida por ser nova e por ter mais 3 irmãs que participam do grupo que também queriam ir. Mas a Mãe foi abrindo os caminhos, e possibilitou que duas de nós fossem para lá, e pela bondade de Deus, pude ser uma delas.

Já com grandes emoções antes da partida, logo imaginei que lá não seria diferente… e não foi!

Já na ida pude encontrar as outras meninas que também estavam indo para o Centenário e já de cara nos demos bem, afinal, estávamos indo viver um mesmo sonho e partilhar dias juntas. Chegando à Alemanha pudemos encontrar o restante de nosso grupo, e assim, reunir a família Jufem Brasil! Com grande festa, partimos para nosso objetivo real: Schoenstatt!

Nesse primeiro dia pudemos ir ao Santuário Original. Já era um pouco tarde e já estava fechando, mas não importava, estávamos tão felizes que só de estar na frente, cantando para MTA nos bastava. Porém com uma ajudinha da nossa voluntária brasileira no Jubileu, Sumaya, conseguimos entrar e ficar 15 minutos. Era visível no rosto de cada menina a alegria, o amor e a gratidão por tudo aquilo que estava acontecendo. Era um misto de sentimentos que foi resumido por lágrimas.

Um novo dia em Schoenstatt surge e lá vamos conhecer um pouco das origens de nosso Pai Fundador. Ao chegarmos lá, com um pouco mais de 1hr de atraso, nos deparamos com as portas da casa fechada, sem ninguém por perto. Não sabíamos o que iríamos fazer, mas uma das meninas de nosso grupo encontrou um homem na rua que tinha a chave da casa. Logo vimos a providencia da Mãe conosco. E não ficou nisso! Após a visita a casa onde nasceu Padre Kentenich, fomos à igreja onde ele foi batizado. Ela também estava fechada, mas o homem que havia aberto a casa para nós avistou uma moça que estava passando de bicicleta no local que tinha a chave da igreja. Sim, foi uma manhã de grandes emoções!

Para você quais foram os momentos mais marcantes?

Bom, vou resumir o restante do Centenário porque senão, vai ficar um livro.

Claro que o grande auge foi a tão esperada vigília da virada para o dia 18!

A vigília com a família de Schoenstatt reunida foi linda, muito emocionante, mas para mim, o grande momento foi quando os meninos da Fackellauf entraram correndo e carregando a tocha que havia sido acessa pelo Papa. Todos aplaudiam, gritavam e se emocionavam. Logo após, todos os meninos se posicionaram e começaram a acender as velas, e de repente todos os jovens começaram a correr para frente do palco para acenderem as suas também. Juro que eu não sabia de nada disso, nem sei se já era combinado, só sei que quando vi todo mundo indo sai correndo, nem olhei se alguém do grupo estava indo comigo. Nesse momento pude sentir nitidamente esse ardor que a juventude de todo o mundo carrega por Schoenstatt e que quer levar verdadeiramente nosso Movimento a esse novo século.

Após o término da vigília, fomos ao nosso momento como Jufem no Santuário para nossa coroação da RTA.  Nós, Jufem Brasil, pudemos ser o último país da corrente de mãos que passaria a coroa, estar ao lado do Santuário, e entregar a RTA para poder entrar e ficar no altar. Que grande presente que Mãe nos deu naquele momento! No ato de coroação, pude assistir tudo pela janela do Santuário porque estávamos ali pertinho, que maravilha!!!! Na virada para o dia 18, começamos a fazer contagem regressiva e meu coração disparava, acho que ele já estava na boca. Quando deu a grande esperada 0h todas as meninas saíram correndo para abraçar o santuário, e eu fui uma das que chegaram até parede. E novamente todos os sentimentos que se passavam dentro de meu coração foram resumidos em lágrimas!

Nem todo cansaço físico nos impedia de subir e descer os montes para comer ou para irmos ao nosso alojamento. Sei que na oração e na superação tudo foi vencido.

No encontro internacional foi só alegria! Mas um testemunho me marcou muito, era de uma jovem Jufem que sua família é mulçumana e ela tem que esconder sua fé de todos de sua casa, até as poucas coisas que tem, esconde no fundo de seu guarda-roupa. E isso me tocou muito, porque me faz pensar como jovem cristã hoje em dia, que tantas vezes quer esconder a fé diante das coisas do mundo, por medo de ser taxada de estranha ou de receber tantas piadinhas de mau gosto. Porém aquela menina mostrou que devemos sim colocar a Deus junto com a MTA em seu lugar de destaque em nossas vidas, sem medo, e sermos gratas, dando o devido valor por vivermos num país onde podemos praticar nossa fé.

Outro grande momento foi nosso encontro com o Papa Francisco, um homem de muita simplicidade e de palavras sábias. Neste dia, conseguimos um pequeno espaço no corredor junto com outras meninas da Jufem, que haviam ido com as Senhoras de Schoenstatt. Lá pude ficar e esperar o querido Papa passar. No grande momento que ele passou, por estar na frente, ajudei um homem da Família de Schoenstatt aqui do Brasil, a levar seu filho até o Papa. Após ter abençoado a criança, pude pegar em sua mão e também ser abençoada por ele! Novamente meu coração saltava pela boca, mas as lágrimas dessa vez foram contidas. Após sair do local das meninas, fui sentar e eu somente tremia e buscava entender quão agraciada eu estava.

Depois, cheia de benção pude ouvir o Papa dizer palavras profundas ao nosso movimento, dizendo que a Cultura do Encontro é a nossa Cultura da Aliança. E que além de tudo, ele tem uma imagem da MTA em seu quarto que foi presenteado pelo nosso Padre Alexandre.

Mariana, depois de tantas vivências marcantes, o que você leva destes dias?

É certo que somente agora minha ficha esta caindo e estou podendo compreender tudo o que passou comigo nesse Jubileu. Quantas bênçãos a Mãe me presenteou, mesmo eu não sendo digna de nada. Por isso eu só tenho que agradecer por tudo o que passei, vivi, sofri e senti, foram grandes aprendizados que me torna uma jovem diferente. E dizer que sou GERAÇÃO 2014 e que sim, quero levar Schoenstatt para os novos tempos!

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