Morre Lúcia Rensi, da geração fundadora da Jufem e da União Apostólica Feminina no Brasil

O Movimento Apostólico de Schoenstatt ganhou, hoje, mais uma intercessora no céu, junto a Deus. Lúcia Rensi, 93 anos, faleceu no começo da tarde deste domingo, no Hospital de Caridade, onde estava internada há quase um ano. Ela pertenceu à primeira geração da Juventude Feminina de Schoenstatt de Santa Maria, que começou em 1946, conheceu o Padre José Kentenich e, mais tarde, foi uma das fundadoras da União Apostólica Feminina brasileira.

Lúcia conservava, mesmo aos 90 anos, a mesma pureza e singeleza que aprendeu a cultivar em sua juventude, nas reuniões da Jufem. Desde antes de o Santuário Tabor ser construído, ela colaborava com as Irmãs de Maria e o movimento que estava nascendo, foi dirigente de grupo da juventude e sempre aprofundou cada vez mais sua vinculação ao Santuário, à Mãezinha e ao Pai e Fundador.

Em 8 de setembro de 1947, Lúcia selou sua Aliança de Amor com a Mãe de Deus, na presença de nosso Pai e Fundador, um dia depois do lançamento da Pedra Fundamental do Santuário Tabor. Ela tinha começado a participar dos encontros da juventude um ano antes. Em entrevista ao site da Jufem em 2011, Lúcia contou que todos os dias 8, costumava renovar a sua consagração.

Em 1949, Lúcia estava no grupo que entregou ao Pai e Fundador a coroa Regiamente Puras, símbolo da entrega, filialidade e fidelidade da Juventude Feminina de Schoenstatt ao fundador do movimento. Entre tantas outras, esta é uma das maiores heranças que ela deixou à Jufem de Santa Maria e de todo o Brasil.

Entre os episódios da história de Schoenstatt vivenciados por Lúcia, um dos que mais tinha lhe marcado, como ela mesma contou na entrevista de 2011, foi a retirada do Santíssimo Sacramento do Santuário, em 1953, no tempo do exílio do Padre Kentenich em Milwaukee. Mesmo fora do Santuário, Jesus Sacramentado nunca esteve longe de Lúcia, pois ela era ministra da Eucaristia e, como missão recebida de João Luiz Pozzobon, levava a comunhão a doentes em um bairro de Santa Maria.

Sua última visita ao Santuário Tabor foi em 18 de junho de 2012, antes de ser internada. Durante todo este tempo ela ofereceu conscientemente todos os sacrifícios que seu estado de enferma exigiam, pelo Santuário Original, pelo Pai e fundador e especialmente pela juventude. Com alegria ela acompanhava espiritualmente a preparação do encontro internacional da Jufem e os preparativos para o centenário da Aliança.

Hoje o Pai veio buscar sua “pequena Maria” e ela pode renovar sua Aliança de Amor no céu assim como a rezou com seu grupo de juventude em 1947:

“Considerando-nos como sementes nas vossas mãos queremos ser as sementes deste novo Reino. Sabemos bem que para germinar e produzir frutos, toda a semente deve morrer. Estamos nós também prontas para deixar-nos educar por vós e sacrificar-nos para que o vosso nome seja glorificado em todo o universo” (Grupo Sementes do Reino da MTA, 08/09/1947).

Veja a íntegra da entrevista dada por Lúcia Rensi à Jufem neste link: http://www.jufem.com.br/lucia-rensi-a-pequena-maria-de-91-anos/

Texto: Juliana Reichembach Gelatti

Foto tirada em 2012 por Juliana Gelatti

Visita feita por Michele Benetti e Irmã Rosangela no hospital

Foto tirada em 2012 por Juliana Gelatti

2 Comentários em "Morre Lúcia Rensi, da geração fundadora da Jufem e da União Apostólica Feminina no Brasil"

  1. A semente foi lançada na terra. Agora nossa Jufem tem mais uma intercessora no céu.

  2. Querida Lúcia, do Céu intercede por nossa Jufem. Em meio a tantos conflitos e a tantas confusões desse mundo, ajuda a proteger a régia pureza dos Lírios do Pai.

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