Mundo Profissional – Pedagogia

Neste mês de novembro o bate papo da coluna Mundo Profissional é com uma mineira que tem muita história na Jufem, vamos ler então?

Olá JUFEM. Meu nome é Camila, tenho 26 anos, pertenço a JUFEM de Poços de Caldas/ MG.

Para mim é uma grande alegria estar aqui para compartilhar com vocês um pouquinho de minha experiência como educadora.

Me formei em Pedagogia no ano de 2012, mas já trabalhava em uma escola da rede particular de minha cidade como estagiária desde o ano de 2010 e passei por todos os caminhos sacrificados da profissão: estágio, depois o contrato como auxiliar pedagógica, depois uma sala como professora. E então no mesmo ano em que me formei veio a resposta de um concurso público que havia prestado no ano de 2010 e então hoje sou professora efetiva na área Educação Infantil em uma turminha de Berçário com crianças entre 1 e 2 anos.

Durante toda a minha formação Deus e nossa Mãe Rainha sempre foram muito bondosos comigo. Tudo, desde o vestibular, os trabalhos e provas na faculdade, o emprego na área em que estudei, verdadeiramente tudo foi uma grande graça! Daria pra contar uma história sobre as graças recebidas durante este período. O que posso dizer é que minha gratidão por Deus ter cuidado perfeitamente de tudo é enorme e o que posso oferecer por tudo que me fez e tem feito é colocar dia-a-dia em meu trabalho a dedicação a cada criança, a história de vida de cada uma. A cada dia descubro que Deus me colocou na profissão exata, onde posso o encontrar todos os dias no sorriso de cada criança, de cada aluno. Sou muito feliz!

Como podem imaginar, trabalhar com crianças tão pequenas não é nada fácil. Como disse meus alunos são bebês que estão aprendendo a andar, a falar, a comer sozinhos, que usam fralda, chupeta e mamadeira, que choram e que mordem os amigos quando querem tomar os brinquedos,… Imaginem só é uma correria e isso faz parte do cuidar das necessidades básicas que estão atreladas a essa idade. Pedagogicamente meu trabalho consiste em ensinar as cores, os sons dos animais, a ganhar equilíbrio, as músicas infantis, a dançar, a compartilhar os brinquedos, a respeitar o colega, entre outras coisas.

Mas meu trabalho como educadora vai além também. Trabalhar com alunos tão pequenos me permite enxergar uma grande chaga de nossa sociedade que é o seio familiar. Grande partes dos meus alunos são de famílias desestruturadas não somente no sentido material, mas sim, infelizmente, no sentido moral, na vivência de família que engloba o respeito, o carinho, a firmeza, a postura entre pais e filhos, que enfrentam a falta de Deus.

E então é aqui que enxergo como Schoenstatt se faz presente em minha vida. Novamente eu repito a frase “encontrar Deus no sorriso de cada criança”: um sorriso que desde tão novinhos trás as marcas do abandono, da falta de carinho, da falta de convivência, da falta de tempo. Então quando às vezes estou cansada dos afazeres do dia-a-dia, desanimada com as condições do magistério, eu me lembro que minhas crianças, meus alunos, precisam da minha alegria, do meu carinho, do meu tempo, da minha postura firme muitas vezes e que não posso permitir que frases tão repetitivas como “a falta de melhorias nos salário dos professores”, “de melhores condições para o trabalho” me roubem a minha vocação de como professora, além do cuidar-educar, levar também em meu sorriso, nas brincadeiras que proponho, no meu falar e atuar, Deus para meus pequenos alunos. Talvez alguém que leia isso possa dizer: “tão pequenos o que podem entender”? Mas não cabe a mim julgar o que eles entendem ou não, mas sim o que eles sentem com a convivência que temos juntos. E espero que eles sintam a presença de Deus, o olhar carinhoso de um Pai que abraça com amor, que afaga com mãos carinhosas.

E aqui também lembro do meu ideal “Lírio da Pai Tabor para o mundo” e como Filha Lírio posso desfrutar da inocência e a pureza que as crianças tem para que elas sintam um pouco do “Tabor”, da alegria da presença de Deus em suas vidas.

Confesso que o trabalho nesta profissão não é só “flores”, é uma profissão que exige muito do físico e do psicológico também, mas é muito gratificante quando no olhar de cada criança, apenas no olhar, sem palavras você pode se encontra com Deus. Todos os dias eu me encontro com Deus em cada olhar, em cada sorriso. Poderia eu me queixar de um trabalho assim?

Há uma frase de Nosso Pai Fundador que diz assim: “Cada trabalho, ainda que ingrato, oferece ao cristão, um meio de melhor servir à glória do Pai”. E é assim que me coloco todos os dias: Servir à glória do Pai para que esta glória se manifeste na vida tão inocente de meus alunos.

Um grande abraço para todas! Foi uma grande alegria compartilhar com vocês as vivências de minha profissão. Espero que gostem também!

Nos Cum Prole Pia.

2 Comentários em "Mundo Profissional – Pedagogia"

  1. Camila, que lindo testemunho!!! Se todos os educadores pensassem desta forma, acho que mtos problemas seriam resolvidos. Que Deus e nossa querida Mater te abençoem e te deem forças para permanecer fiel a esta vocação de educar!!! Bjuuss!!

  2. Camila,
    Gostei muito de ler sobre sua experiência profissional!! Sou graduanda de Pedagogia e também recebi muitas graças desde o vestibular até aqui. Gosto muito do curso e fiquei feliz em conhecer suas experiências, pois futuramente como Pedagoga, também abrirei os olhos para esses “detalhes” que encontrarei no dia-a-dia da profissão!!
    Beijos

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