Namoro e Método Billings

O namoro é uma fase muito linda e gostosa que vivemos em nossa vida. A força da paixão, as descobertas, o crescimento do amor verdadeiro e até as pequenas decepções e desentendimentos nos ajudam a crescer como pessoas, a nos afirmar e nos dá uma perspectiva de futuro.

Ao menos comigo foi assim! Conheci o Ricardo, hoje meu esposo há 5 anos, numa festa comum em um dia qualquer, sem esperar. Depois de um tempo percebemos que não podíamos mais pensar em nossas vidas separado um do outro. Assim, com paciência, espírito de luta, planejamento e, muito amor, começamos a concretizar nossos planos de noivado, casamento, casa e tudo o que isso encerra. Mas o principal sonho que guiou nossas vidas, desde que nos conhecemos até o casamento, acredito que foi o de construir uma família de verdade, sólida e feliz. Tínhamos felizes e tristes exemplos a nossa volta. E isso não aconteceu depois de um tempo de namoro, foi algo que carregávamos dentro de nossos corações. Esse desejo foi aos poucos se revelando um ao outro e tenho certeza de que o primeiro momento dessa revelação foi quando decidimos por um namoro casto. Para mim, dentro do ideal da Jufem era algo óbvio, mas para ele, apesar de conhecer a doutrina da Igreja, foi uma questão de acolhimento e aceitação de uma maneira alegre e que me deu muita segurança, pois eu sabia que ele estava comigo pela pessoa que eu era.

Mesmo antes dos planos concretos do noivado ouvimos juntos, falar sobre o Planejamento Natural da Família. Era algo que eu já conhecia, mas superficialmente. Fomos a algumas palestras sobre o tema que houve no Santuário especificamente sobre o Método Billings e também dialogamos muito sobre essa escolha em nossa vida futura como casados. Era algo que eu queria levar para minha vida, não só pela recomendação da Igreja, mas por ser algo bom para a nossa saúde também. Agradeço muita a Deus por ele ter aceitado e acolhido esse projeto de vida. Sim, a escolha pelo Método Billings é a escolha por um projeto de vida como casal, que se abre à vontade de Deus e também a viver uma sexualidade sadia. Isso é um dos pilares da vida de um casal que quer formar, como disse inicialmente, uma família sólida e feliz. E essa escolha precisa ser de ambos e necessita ser muito livre e firme, pois ambos são responsáveis igualmente quanto à geração dos filhos.

Quando noivamos começamos a frequentar o Cenplafam (Centro de Planejamento Natural da Família) em Curitiba, onde morávamos,para aprender a utilizar o Método e tivemos um acolhimento sem igual, instruções para ambos e uma condução a mais na preparação para nosso casamento. Utilizar o Método Billings para nós foi e tem sido um desafio com certeza, mas nos permitiu um crescimento como casal no diálogo, em nossa sexualidade, na confiança mútua, na cumplicidade e na abertura à vida, nos presenteando com nossos filhos Gabriel, Pedro Mariano e com a Anelise que em breve nascerá. Ao olhar para trás e ver a nossa caminhada até aqui ficamos felizes em ver como Deus nos escolheu e aos poucos foi revelando nossa vocação e nos conduzindo ao que somos hoje.

Sentimos que hoje mesmo os namorados e noivos que vivem a castidade e carregam esse valor tão importante para o futuro não dialogam sobre esse assunto. Às vezes preparam tudo do seu casamento: os mais finos doces, o mais belo vestido, a mais linda lua de mel, mas preocupam-se pouco em como será sua vida conjugal, o que é mais sadio e prudente, nem se aprofundam no que a Igreja que é tão mãe e tão coerente diz quanto a isso. Aliás, é uma superficialidade e um equívoco dizer simplesmente que a Igreja é contra a camisinha e a pílula e que deve deixar os filhos virem um atrás do outro sem nenhuma responsabilidade. O que a Igreja nos recomenda é o planejamento familiar com uma abertura à vida capaz de gerar os filhos, reflexos do amor de Deus e consolidação da unidade do casal.

Acredito que nós mulheres temos um papel fundamental no Planejamento Familiar e devemos tomar a iniciativa de nos informar, entender o que a Igreja diz quanto a isso e nos abrir para desde cedo ao menos tentar aprender o Método Billings e, assim, conhecer-se mais, aprender a se observar, saber por si mesma se está tudo bem com o seu próprio corpo. Existem inúmeros benefícios que não vão só a um mero espaçamento entre os filhos, mas a uma vida conjugal sadia e plenamente feliz, que nos preencha em todos os âmbitos. Vale a pena se informar e colocar isso na pauta do nosso diálogo com nossos namorados e principalmente noivos!

 

Franciane Gomig Wazen

XX Curso União de Famílias

 

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