O Pai e Fundador na minha vida

Minha história com o Pai e Fundador teve um início muito simples. Eu vinha para Atibaia, participava de alguns encontros e neles se falava do Pe. Kentenich… Eu o considerava um grande santo, mas não entendia muito bem porque as Irmãs o chamavam de Pai e Fundador…

Ainda antes de ser Irmã, eu trabalhava numa empresa perto da minha casa. Não me lembro o motivo, mas naquele dia eu estava e devia abrir a recepção. Cheguei no meu horário, coloquei a chave na fechadura, mas ela não abriu. Tentei de todos os jeitos por alguns minutos, mas nada… Então, me lembrei do Padre Kentenich. Pedi a ele que, por favor, abrisse a porta para mim, pois eu não estava conseguindo… Logo após o meu pedido virei a chave, ela rodou e a porta se abriu!

Fiquei muito agradecida e depois refleti que aquilo era um sinal de Deus! Nesta época eu me preparava para o Postulado e aquele foi um sinal bem concreto de que o Padre Kentenich estava “abrindo as portas para mim”, que ele me ajudaria e me abriria as portas para este novo caminho que eu trilharia em sua Família.

Quando já estava no Postulado e Noviciado ouvia muito sobre o Pe. Kentenich, e apesar de estar me apaixonando por Schoenstatt cada vez mais, comecei a achar tudo aquilo um pouco exagerado… Às vezes eu tinha a impressão de que as Irmãs ressaltavam mais o Pe. Kentenich do que Jesus e isso me incomodava… Também eu não entendia porque se falava apenas “Pai” e eu não sabia se estavam se referindo a Deus Pai ou ao Pai e Fundador… Tudo era muito estranho para mim e me fazia refletir.

Mas o Pai me deixou nessa situação até quando me proporcionou o meu primeiro encontro com ele. Certo dia tive uma vivência de ser incompreendida… Ainda era noviça. Então fui ao Santuário, conversei com a Mãe e de repente me veio o pensamento: se o Pe. Kentenich estivesse aqui, tenho certeza de que ele me entenderia! Então, entrou uma grande paz na minha alma, uma alegria, uma serenidade… Eu senti vivamente: o Pe. Kentenich me entende! Ele está vendo tudo isso, ele sabe o que estou pensando e sentindo, sabe do meu esforço, da minha intenção… Ele sabe, ele me entende!

Depois disso fui me aproximando dele e ele de mim. Tudo foi aos poucos e eu não queria fazer nada que não fosse por convicção pessoal, não queria imitar ninguém, não queria chamá-lo de Pai só porque todo mundo fazia. E assim foi.

Aos poucos fui entendendo sua missão, sua paternidade, seu carisma patrocêntrico… Conheci e comecei a entender o que era o pensar e amar orgânicos; que quando amamos alguém como imagem, reflexo de Deus, estamos amando nele o próprio Deus… Parece que o Pe. Kentenich me conquistou não só pelo coração, mas também pela razão. Fui conversando com ele, lendo suas palavras… Então chegou o dia em que comecei a chamá-lo de Pai. Ele se tornou o meu Pai! E isso me deixou muito feliz!

Logo no início da minha vida de Irmã comecei a trabalhar com a Jufem e percebi como era bonito que uma ou outra jovem também passava pela mesma experiência que eu… Achava muito acertada a condução de Deus na vida de cada uma e que, justamente para aquelas que tinham mais dificuldade com seu próprio pai natural, mais o Pe. Kentenich se revelava como Pai.

Numa ocasião, quando descobri algo muito importante para minha vida, pedi ao Pai que me mostrasse se eu tinha acertado, se estava certo aquilo que elaborei. Alguns dias depois, na festa do seu onomástico, 19 de março, recebi uma mensagem com flores secas que estiveram sobre seu túmulo e qual não foi a minha surpresa: o Pai confirmou! Ali estava justamente o que eu havia elaborado. Foi incrível e meu coração não conseguia abranger tão grande felicidade!

Em certas épocas da vida também bate em nós uma dúvida: será que o Pai e Fundador está contente comigo? O que será que ele pensa de mim? Será que ele realmente me aceitou como sua filha? São questões centrais… Então, por alguns fatos ele mostrou claramente sua presença, seu sim. E nos momentos mais difíceis, sempre senti sua mão, sua condução com fatos muito concretos. Às vezes tenho uma pergunta e ele me responde pela homilia de um Padre na santa Missa ou tiro um telefoninho e justamente é a frase acertada com a resposta! Outras vezes ele me faz esperar… Mas nunca me deixa sozinha. E isso ele faz com cada pessoa que confia nele.

Numa certa ocasião minha mãe estava para receber sua segunda aposentadoria, mas estava demorando demais… Pedi várias vezes o Pai e Fundador, mas os meses passavam e nada… Um dia disse a ele: Pai, eu gostaria muito de alcançar essa graça por tua intercessão, o senhor sabe que minha mãe está precisando. Mas se o senhor demora tanto, vou pedir a São José e tenho certeza de que ele vai me atender na hora! Não passou muitos dias e minha mãe me telefonou que havia conseguido realmente a aposentadoria!

Uma graça muito grande que recebi também, entre outras: minha irmã foi por muitos anos espírita e esotérica. Eu rezei por mais de dez anos por sua conversão. Ela achava que tudo na Igreja católica era “história da carochinha” – como dizia… Num determinado ano chegou o dia dos pais e eu disse ao Pai e Fundador: “Pai, hoje gostaria de experimentar teu amor paternal, afinal é dia dos pais!” Nesse dia minha mãe me telefonou para me contar, cheia de felicidade, que minha irmã havia se confessado e voltado para a Igreja! Depois disso ela queimou todos os seus livros espíritas e esotéricos, os certificados que tinha de cursos esotéricos que havia feito! Começou a ler a Bíblia e livros católicos e participar assiduamente da Missa. Ela mudou de vida e esse foi o maior sinal do amor do Pai que eu podia ter recebido!

Bem… teria uma infinidade de pequenas e grandes coisas para contar, mas acho que já deu para perceber o que eu quero dizer: o Pai e Fundador está presente em nossa vida! Ele ama a cada uma de nós como filhas e nos ajuda em tudo. Também nos educa como um verdadeiro pai e puxa as nossas orelhas quando precisamos. E nós só podemos agradecer, pois pelo seu sim, estamos aqui hoje e fazemos parte desta grande Família e podemos doar nossa vida, nossas forças por tão grande Obra. Tudo o que fazemos tem um valor imenso para o Capital de Graças e sabemos disso graças a ele!

Pai e Fundador, agradeço a Deus porque tu existes, e existes também em minha vida! Obrigada, Pai!

 

Ir. M. Ana Paula Hyppólito

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