O pai Fundador e eu

Minha história no Movimento de Schoenstatt começou antes mesmo do meu nascimento. Minha mãe já fazia parte do Ramo das Mães e assim fez a novena “Nova Primavera de Deus” enquanto estava grávida, me consagrando ainda em seu ventre a nossa Mãe e Rainha.

Lembro de desde pequena frequentar o Santuário da Esmagadora da Serpente, em Londrina, e por volta dos 7 anos de idade, comecei a frequentar as reuniões da “Luz do Reino”, que hoje seriam as Apóstolas Luzentes de Maria. Assim, a imagem do Pai Fundador sempre fez parte da minha vida espiritual, apesar que foi apenas na época que participei da Jufem que meu relacionamento com ele se aprofundou.

Foi tudo muito orgânico (como não podia deixar de ser). Eu já sabia dos três pontos de contato (Santuário, MTA e Pai Fundador), então resolvi conhecer um pouco mais sobre o Pai, já que o Santuário e a Mãe eram bem “óbvios” pra mim. Eu sabia de algumas coisas bem básicas: ele havia fundado o Movimento junto com alguns seminaristas, havia sido preso em Dachau e exilado em Milwaukee. Então li pela primeira vez: Padre Kentenich, como nós o conhecemos. Foi “amor a primeira vista”.

A partir daí, comecei a ter um relacionamento mais pessoal com o Pai. A Ir. Adriane Maria, na época Assessora da Jufem, me ensinou a pedir a benção do Pai sempre que precisasse e também na oração da noite. Faço isso até hoje e já ensinei meus filhos a pedirem também! Quando tinha alguns meses de namoro com o Luciano, meu marido, trouxe para ele de um encontro da Jufem em Atibaia uma foto do Pai com alguns dizeres, falando que ele ainda não conhecia aquele “senhor de barba”, mas que ele era uma pessoa muito importante na minha vida. Eu queria que ele também pudesse conhecer o “meu” Pai.

Aos poucos fui lendo outras biografias, além dos textos que ele escreveu para a Jufem. Depois que “mudei de Ramo” (ou seja, casei) passei a ler o que havia escrito para as famílias.

Porém, foi num momento de sofrimento extremo que realmente agradeci a Deus por ter me presenteado o Pai Fundador. Estava grávida da minha quarta filha, a Júlia (a história toda vocês podem ler em http://fortalecendosuafamilia.blogspot.com.br/2014/09/julia-escolhemos-vida.html) e ela havia sido diagnosticada com uma doença rara o prognóstico era ela morrer logo após o parto. Rezando em nosso Santuário-lar logo após este diagnóstico horrível, lembrei de um conselho do Pai Fundador, que havia lido já há algum tempo na Revista Tabor em Páginas. Era mais ou menos assim: “Quando a gente não consegue fazer mais nada, amar a gente sempre pode.” Neste momento, senti uma paz enorme e soube que a Júlia, mesmo que não conseguisse fazer nada humanamente falando, ela poderia amar e ser amada e sua vida era muito preciosa para Deus.

Este conselho tem sido muito útil também nos últimos dois anos, em que lutei contra dois tipos de câncer: linfoma e tiroide. Precisei fazer transplante de medula e agora, quase um ano após o transplante, estou livre do câncer, mas ainda lido com vários efeitos colaterais do tratamento. Assim, muitas vezes preciso ficar de cama, então penso que estou no meu “apostolado horizontal”: mesmo não fazendo nada, amar eu sempre posso.

Em setembro/14 mais uma grande graça: o Luciano e eu pudemos selar nossa Aliança Filial com o Pai Fundador, no Santuário da Permanente Presença do Pai, em Atibaia. Foi um momento muito marcante em nossas vidas e em nossa caminhada no Movimento. Sempre sentimos o Pai Fundador como um verdadeiro Pai para nossa família, mas nesse momento pudemos “oficializar” nossa posição como seus filhos e colaboradores.

Somos membros da União de Famílias, e como União, rezamos uma oração diariamente pedindo a benção do Pai e com ela encerro meu testemunho: “Pai, meu pensamento em teu pensamento, meu coração em teu coração, minha mão na tua mão, tua herança, nossa missão. Abençoa Pai, a tua União de Famílias. Amém.”

Escrito por: Flavia Ghelardi

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