Preparação para o Natal: segundo domingo do Advento!

Nesse segundo domingo do Advento vamos refletir sobre o Evangelho de Mc 1,1-8.

Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.

Está escrito no profeta Isaías:“Eis que envio à tua frente o meu mensageiro, e ele preparará teu caminho. Voz de quem clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele”. Assim veio João, batizando no deserto e pregando um batismo de conversão, para o perdão dos pecados. A Judeia inteira e todos os habitantes de Jerusalém saíam ao seu encontro, e eram batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. João se vestia de pelos de camelo, usava um cinto de couro à cintura e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Ele proclamava: “Depois de mim vem aquele que é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de, abaixando-me, desatar a correia de suas sandálias. Eu vos batizei com água. Ele vos batizará com o Espírito Santo”.

Reflexão:O evangelho desse domingo nos faz um convite a sermos como João Batista e anunciar a Cristo, devemos ser testemunhas e missionários . João Batista foi um servo humilde que anuncia o Verbo de Deus que vem se manifestar entre nós.Através do Batismo todos somos convidados a viver e transmitir a comunhão com a Santíssima trindade, assim como diz no documento de Aparecida “a evangelização é um chamado à participação da comunhão trinitária”(DAp 157).

E em Schoenstatt tomamos consciência de que somos instrumentos e que Deus nos usa, assim como usou a João Batista, para alcançar os corações, precisa que nossas palavras sejam as d’Ele, que nossas atitudes reflitam as suas. Essa é a personalidade sacerdotal assim como rezamos no Hino do instrumento do Rumo ao Céu:

Toma de nós o coração e a vontade
que são tua propriedade exclusiva;
a teu aceno e a tua palavra
cegamente eles se inclinam.
A honra e a glória do instrumento
é ser tua inteira propriedade.

O Hino do Instrumento foi escrito pelo Pai e Fundador enquanto ele estava preso no campo de concentração de Dachau. Apesar de toda a dor e tristeza que pairava naquele lugar, conseguimos perceber toda a sua entrega e dedicação, seu “SIM” vinha do fundo do coração, e é essa mesma entrega que devemos ter desde as pequenas coisas até os maiores desafios.

Mas porque às vezes é tão difícil ser essa voz que anuncia a Boa Nova? O medo, o cansaço e o desânimo são obstáculos que temos que superar, o pecado nos afasta do Amor de Deus, mas como disse o Papa Francisco: “Deus não cansa de nos perdoar”. Não se acostume com o pecado, Deus está sempre disposto a derramar sua misericórdia sobre nós quando buscamos a reconciliação com Ele.

Não nos esqueçamos de que o Advento é tempo de conversão. Como está nosso coração para receber o Senhor? Como fazer desse período um tempo de verdadeira conversão, uma conversão verdadeira em nossas vidas? É preciso ter sinceridade enquanto me deixo conduzir pela vontade de Deus, é ela que nos permite reconhecer nossas fraquezas e através da auto-educação podemos trabalhá-las e esse é o primeiro passo para a conversão.

Que neste advento possamos pedir a graça da transformação interior para que sejamos instrumentos aptos nas mãos de Deus.

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