Quem me olhar, te veja

Quando pequena, tive a oportunidade de representar Maria em algumas encenações. Vestir um manto e carregar um bebê representando Jesus foram gestos grandiosos, ainda que cênicos. Mesmo sem muito conhecimento sobre a Mãe de Deus, representá-la me deixava orgulhosa e feliz. Agora, vejo essa sensação se tornar mais madura e se expressar em um desejo íntimo de assemelhar-me a Ela no meu pensar, falar e agir.

No dia da minha Aliança de Amor (07/12/2011), cantei a música “Colo de Mãe”, que é, praticamente, uma conversa com Maria. Uma de suas partes diz assim: “[…] quero tentar, sem porém saber, ser um pouquinho do que tu és.” Para mim, foi muito significativo falar isso no momento em que selamos nossa troca de corações. Compartilhar com a Mãe o desejo de parecer-me com Ela me trouxe a certeza de que eu buscaria sempre ser uma mulher melhor e que Ela me educaria para isso.

Acredito que o “sem porém saber” jamais deixará de existir, mas a vivência da Aliança de Amor revela muito sobre como ser um pouco Maria na vida diária. Quando vejo a imagem da MTA, toca-me o olhar doce, a pureza e o acolhimento que ela transmite. Sempre há de se experimentar o amor na presença da Mãe de Deus e esse é o maior estímulo para querer ser um pouco do que Ela é. Ao almejar a semelhança com Maria, sinto que busco transmitir amor para todos os que de mim se aproximam. Conseguir que as pessoas se sintam amadas quando estão comigo é algo que me preenche de alegria. Certamente, esse era o sentimento de Nossa Senhora, pois Ela não somente espalhou o amor, mas o gerou em seu próprio ventre.

Talvez, a felicidade por representar Maria na infância tenha sido resultado de uma experiência inicial com o amor, pois devo ter me sentido muito amada ao ser escolhida para representá-la e a vontade de sentir isso sempre me impulsiona a corrigir defeitos, melhorar atitudes e viver, plenamente, os planos de Deus. Desde sempre, minha convivência com a Mãe é, sem dúvidas, um despertar para o amor e é por meio dele que devo continuar buscando ser um pouquinho do que Ela é.

Sei que essa vontade de assemelhar-me à Maria durará por toda a minha vida. Buscarei, dia após dia, aprender as suas virtudes e ser instrumento de amor no mundo. Isso exigirá muita abertura para a educação, muita oração e perseverança. Agora, só me resta pedir que um dia isto se concretize: “Mãe, quem me olhar, te veja.”

CArina2 CArina

1 Comentário em "Quem me olhar, te veja"

  1. CARLA CHRISTIANE | 14 de maio de 2015 at 16:47 | Responder

    Lindas palavras!
    Tivemos experiências parecidas, ao menos na infância e ainda hoje em comemorações no santuário a irmã ainda me convida para fazer o papel de Maria. Nunca parei pra pensar na semelhança dos acontecimentos desde minha infância, mas lendo seu testemunho posso dizer que eu nunca fui convidada a uma simples apresentação natalina ou jubilar… Mas que a Mãe de Deus mesmo me escolheu pra que eu pudesse perceber o quão grande é o ideal para o qual Deus me criou, o tamanho amor de Maria em me colocar justamente no “personagem” que eu tanto almejo o ser na vida real: Uma pequena Maria!
    O “Quem me olhar te veja” é justamente o meu ideal de vida. Quem me vê deve enxergar a Mãe, quem me ouvi deve ouvir a Mãe e quem se encontrar comigo, deve senti-la.
    Obrigada pelo testemunho! Muitíssimo mesmo! Nos cum prole pia!

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