Sempre Jufem – Falar sobre a JUFEM é falar sobre a nossa própria vida!

Falar sobre a JUFEM é falar sobre a nossa própria vida.

É praticamente impossível para muitas, muitas de nós, depois de casadas, com filhos, com novas vocações e atividades, dissociar nossas experiências e escolhas de um dos momentos mais importantes de nossas vidas. E, aliás, é maravilhoso perceber que nossas experiências atuais, decisões cotidianas e familiares e nossa vocação de vida, só ocorreram porque a Juventude Feminina de Schoenstatt nos ensinou o caminho, nos encheu o coração de entusiasmo e de idealismo, nos sustentou em nossas limitações. Somente porque Maria foi realmente fiel à Aliança de Amor que selou conosco, porque nos educou e educa a cada dia, mesmo que por tantas vezes nos sintamos fracas e pequenas. Certamente esse é o pensamento de toda JUFEM, de todas as gerações que já passaram. E comigo não é diferente.

Me chamo Ana Paula Paiva e tenho 29 anos. Pertenci, com muito orgulho, à Juventude Feminina de Schoenstatt de Ibiporã – Paraná. Sou casada há pouco mais de 2 anos com um eterno pioneiro de Schoenstatt (no mais lindo sentido que isso possa significar) e atualmente moramos em Curitiba – Paraná. Juntos, somos noviços do IX curso do Instituto de Famílias de Schoenstatt (um curso repleto de JUMAS e JUFEM na alma e no coração) e esperamos nossa primeira filha: Maria Isabel, que vem como nosso hino de gratidão Magnificat à Deus por sua infinita bondade.

Conheci a JUFEM através de uma amiga (quis Deus que ela não pertencesse mais à Schoenstatt), porque ela nunca estava disponível para brincar comigo aos sábados à tarde e eu queria muito saber porquê. Tinha pouco mais de 12 anos, muita energia e curiosidade. Maria, esperta como é, me chamou de forma silenciosa e despretensiosa. E me ensinou a amar Schoenstatt com todas as minhas forças. A amar a vida comunitária e todos os seus desafios, a amar nossos ideais, por mais custosos que a vida diária os tornem, a amar, sobretudo, a Deus que sempre espera por nós em todos os nossos estados de vida.

Foi dentro da JUFEM que aprendi o que era ser um lírio do Pai e a concretamente aplicá-lo no dia-a-dia (quem poderia se esquecer dos 03 pontinhos das Apóstolas e dos 10 pontinhos da JUFEM?). Foi também ali que descobri a minha personalidade, meu temperamento, minhas qualidades positivas e também as negativas: me descobri como sou, e descobri, em Deus, tudo aquilo que, por Ele, ainda posso ser. Foi ali, também, que descobri meu ideal pessoal e meu chamado particular para atuar no meio do mundo, através da minha vocação. E também foi ali que experimentei os momentos mais divertidos e alegres que uma jovem poderia ter: com muitas brincadeiras (confesso, às vezes barulhentas demais) em Atibaia, com muitas (muitas!) horas de viagens de ônibus para os mais diferentes locais de encontro, com o compartilhar da vida com as irmãs de grupo e com as dirigidas que são verdadeiramente inesquecíveis, com muitos bolos, bombons e pizzas vendidos com o objetivo de ser ainda mais JUFEM. Ali. E em nenhum outro lugar.

Posso dizer concretamente que sem Schoenstatt e sem a juventude eu não passaria perto de ser quem sou hoje. Moral e espiritualmente. Por vezes paro para pensar sobre o que teria sido de mim sem meu grupo de vida, sem minhas irmãs, sem a orientação espiritual que tive do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt (nossas assessoras desde a fundação), que respeito e admiro muitíssimo ainda hoje. Minhas escolhas teriam sido tão diversas que não ouso pensar nisso por mais do que alguns minutos.

Nosso Pai e Fundador dizia que Schoenstatt não é apenas uma fase bonita da nossa juventude. Schoenstatt é um projeto de vida para todas as idades, para sempre. Claro, como esposa e futura mãe não posso mais ser uma JUFEM (também não posso mais colocar colchões nos corredores da casa de encontro de Atibaia e passar a madrugada conversando). Mas no meu coração eu sinto que nunca deixei ou deixarei de ser um lírio do Pai. A forma de vivenciar esse lema certamente mudou, mas o entusiasmo pela JUFEM não passará jamais e é bastante comum me emocionar, ainda hoje, quando vejo a força das nossas meninas nos encontros regionais e nacionais, nas missões familiares e em nossos projetos como Família de Schoenstatt (nesse sentido trago com carinho no coração também a bela JUFEM de Curitiba, que tem feito um excelente trabalho como ramo, e são verdadeiramente pequenas Marias em meio ao mundo – um grande beijo à todas elas).

Sinto um santo orgulho quando vejo minhas dirigidas conquistando novos corações para Schoenstatt, preparando seus grupos para selarem Aliança de Amor, descobrindo suas vocações dentro da Obra (aliás, a foto que acompanha esse artigo é do grupo Roca Mater, que dirigi e que em 2015 celebrou 10 anos de existência. Meninas maravilhosas e que são, ainda hoje, grandes exemplos para mim). Maria opera milagres em todas as gerações. Cada qual com seu perfil e estilo, mas sempre com os mesmos impulsos pulsando nos corações. Uma verdadeira alegria que brota de relacionamento pessoal com Deus e com Maria!

Por fim, peço à querida Mãe de Deus que minha querida Maria Isabel (que deve nascer nos dias próximos ao do encontro nacional da JUFEM, que se realizará em Londrina em setembro) aprenda o valor da Juventude Feminina de Schoenstatt em sua vida. E que seja como as várias pequenas Maria que conheço, com o coração régio e nobre, e com o sorriso de lírio do Pai estampado no rosto. Nada mais no mundo me daria mais orgulho e alegria!

Obrigada JUFEM Brasil por me acolher desde sempre! Obrigada querida Mãe, por compreender meu coração quando nem eu mesma compreendia! Obrigada Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt e Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt pela maternidade e dedicação integral às nossas meninas. Gratidão eterna à Deus por sua infinita bondade!

Bom encontro querida JUFEM!

Ana Paula e o grupo Roca Mater

Ana Paula e o grupo Roca Mater

 

5 Comentários em "Sempre Jufem – Falar sobre a JUFEM é falar sobre a nossa própria vida!"

  1. Que depoimento Lindo!

  2. Não poderia ser diferente, um depoimento maravilhoso!!
    Paula, você é um grande exemplo para todas nós, a Jufem Curitiba te ama muito, e agradecemos por tudo!!

  3. Annanda Figueiredo | 26 de maio de 2015 at 15:20 | Responder

    Paulinha, que lindo depoimento e que feliz noticia saber que Maria Isabel está a caminho! Mas uma pequena para ser mimada nas missões hehe
    Uma prazer enorme ter conhecido você! Beijoss

  4. Muito obrigada queridas! Permanecemos unidas! Agradeço o exemplo de cada uma de vocês!! ; )

  5. Ir. M. Rosangela | 31 de maio de 2015 at 23:33 | Responder

    Que história linda tem nossa Jufem! Como é bonito ver que o ideal de ser Lírio do Pai acompanha a vida toda. Obrigada, Ana Paula, por permitir-nos ler estas páginas tão lindas de tua vida!

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