Sempre Jufem – “Na Jufem aprendi a vocação feminina idealizada por Deus”

Eroni Teresinha Dala Rosa – “ex-jufem” de Santo Ângelo, RS

Minha primeira experiência em Schoenstatt foi aproximadamente aos sete anos. Tenho muito viva na memória a coroação que fizemos naquele tempo e a comemoração da noite de Natal em que coloquei o Menino Jesus na manjedoura. Retornei aos treze anos a convite de colegas, nesta época havia o acompanhamento de uma Irmã.

Em 1980 tínhamos três grandes grupos da juventude em Santo Ângelo, nos reuníamos semanalmente e durante as férias de verão rezávamos o terço na capelinha, um nicho que lembrava o Santuário no tamanho e pelo pequeno altar (provavelmente o Santuário Paroquial, na paróquia Santo Antônio).

A Juventude Feminina se destacava pela alegria e por sempre andarmos em grupo. Assumimos a liturgia na Paróquia Santo Antônio aos sábados à noite, nossas Missas eram muito animadas, procurávamos fazer algo diferente sempre que possível, sobretudo no Natal. Junto com a Irmã enfeitávamos a árvore de Natal, trabalho que terminávamos tarde da noite. Era uma alegria fazer tais tarefas.

A Juventude era muito atuante na paróquia, umas doze meninas eram catequistas. Eu preparava um grupo para selar a Aliança de Amor e dirigia outro pequeno grupo de meninas menores, hoje chamamos Apóstolas. Dávamos assistência às crianças de um bairro próximo, construído com doações de famílias da Alemanha. Fazíamos uma pequena catequese com lanches e brincadeiras. Neste mesmo local fazíamos um bazar regularmente. Fazíamos a devoção das mil Ave-Marias na festa da Imaculada pela salvação de uma alma do purgatório. Preparávamos anualmente um símbolo de nossas contribuições para o Capital de Graças a ser apresentado em nosso encontro regional. Estes encontros eram muito esperados. Em Santa Maria nos encontrávamos com a Juventude de todo o estado onde experimentávamos o “aqui é bom estar”. Participei na Jufem até o casamento.

Na Jufem aprendi a vocação feminina idealizada por Deus, a amar Maria, tê-la como modelo e aspirar a ser um lírio do Pai. A Aliança de Amor uniu-me para sempre à Mãe Rainha e por ela descobri minha vocação matrimonial. Nas minhas orações pedia à MTA um esposo que a amasse tanto quanto eu, pois não conseguiria viver longe dos ideais de Schoenstatt. A Mãe realizou meu desejo, meu esposo pertencia a Juventude Masculina.

O Santuário-lar foi acalentado em nossos corações desde o nosso noivado. Casamos no dia 15 de dezembro de 1990, em uma santa Missa aberta à comunidade, celebrada pelo Pe. Gilberto Cavani, sacerdote de Schoenstatt. Tudo providenciado pela nossa Mãe e Rainha. Ganhamos o quadro da Mãe de presente das Irmãs e instituímos, em 2006, nosso Santuário-lar “Patris Fidelis”. Em junho de 2010 participamos de um retiro da Liga de Famílias em Atibaia, onde duas famílias do Instituto deram seu testemunho de vida. Sentimos que falavam diretamente a nós, o que diziam era exatamente a nossa própria vida e os anseios que trazíamos em nossos corações.

Manifestamos nosso interesse pela comunidade e fomos aceitos. Coroamos a Mãe como “Rainha da Filialidade Heroica” por termos sido admitidos como postulantes no Instituto de Famílias. No Centenário da Aliança ganhamos dois presentes da Mãe: o Santuário Original, pelo qual fizemos intenso Capital de Graças na Quaresma e nossos filhos, Arthur do Jumas e Caroline da Jufem de Brasília, selaram sua Aliança de Amor com a Mãe e Rainha.

Estamos vivendo um tempo de graças especiais, em dezembro comemoraremos nossas Bodas de Prata. Estamos nos preparando com a oração que fizemos por ocasião da entrega das alianças de nosso noivado à MTA, no Santuário em Santa Maria, no Congresso de Outubro de 1988. Temos a alegria de saudar a Mãe e Rainha diariamente em nosso Santuário-lar e dar-lhe graças por tudo o que realiza em nossa família.

1 Comentário em "Sempre Jufem – “Na Jufem aprendi a vocação feminina idealizada por Deus”"

  1. Familia Dala Rosa: Parabéns pelas conquistas! Que o olhar do Pe. Kentenich, da Mãe e de Deus, os iluminem sempre.

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