Sempre Jufem – Uma missão que começa na juventude e perdura por toda a vida

Grupo Pérolas da Mãe de Deus no Santuário do Rio (época de Jufem)

Meu nome é Cristiane, tenho 29 anos e participei da Jufem em Niterói, no Rio de Janeiro, de 2002 a 2010, ano em que me casei.

Quando entrei na Jufem, o grupo já existia e se preparava para selar a Aliança de Amor. Eu vinha de uma família católica, sempre tive muito amor por Nossa Senhora, e por isso me esforcei para aprender sobre Schoenstatt, pois no mesmo ano que ingressei no Movimento selaria a Aliança de Amor junto com meu grupo.

Assim, estudei com afinco sobre as promessas e exigências daquele compromisso e decidi que queria fazer parte daquela família e que ali era meu lugar. Dentre as muitas coisas que aprendi com Schoenstatt e que carrego para minha vida é fazer parte do mundo, sem ser do mundo.

Sendo assim, aprendi a depositar minhas dificuldades no Capital de Graças, conheci os temperamentos e pude me autoeducar, tomei conhecimento do horário espiritual e o inseri na minha rotina.

O próximo passo foi a conquista do Santuário-lar, em 2006. Este teve um significado especial pois o nomeei Santuário-lar da Serenidade, já que como colérica buscava mais tranquilidade em meu agir, e com o passar dos anos, pude sentir a Mãe cuidando e melhorando meu temperamento.

Para nós do Rio, sempre era muito custoso financeiramente participar dos encontros em Atibaia, devido à distância, por isso sempre trabalhávamos muito para conseguir dinheiro para nossas viagens. Esses momentos fortaleceram muito nosso grupo, onde aprendemos a conviver não só nas alegrias, mas também nas dificuldades.

Esse grupo, formado por sete moças, mais tarde se nomearia “Pérolas da Mãe de Deus”. Com idades muito próximas, passamos pelas mesmas fases e pelos mesmos problemas juntas, na mesma época. Passamos pela escola, pelo vestibular, vimos cada uma ingressar na faculdade e se formar, depois vieram os casamentos e agora estamos na fase dos filhos e batizados.

Em 2011, já com muitas meninas casadas formamos um grupo da Liga de Famílias, como forma de continuar fazendo parte do Movimento, mas agora descobrindo como viver Schoenstatt como casal. Este foi mais um presente que a querida MTA me deu. Meu marido nunca frequentou a Igreja, mas foi conquistado pelo Movimento e pela admiração que descobriu ter pelo nosso Pai e Fundador. E a partir de então foram só graças.

Em 2012 fomos conhecer o Santuário Original. Em setembro de 2013 selei a Aliança de Amor como família. Em outubro do mesmo ano, voltamos em Schoenstatt e participamos da celebração de abertura do ano centenário, onde tivemos a honra e a alegria de entrarmos com a bandeira do Brasil. No final de 2013 fui convidada pelas dirigentes da Jufem para ajudá-las, já que estavam sobrecarregadas, foi quando pude voltar a participar desse ramo como dirigente.

Hoje, então, atuo como dirigente de grupo da Liga de Famílias e como dirigente da Jufem, o que alegra imensamente meu coração.

Além disso, como mencionei antes, a lição mais valiosa que aprendi vivenciando Schoenstatt, é viver no mundo, sem ser do mundo. A forma que encontrei de fazer isso foi sendo professora. Sou alfabetizadora de adultos e crianças e busco formar meus alunos não apenas academicamente, mas também lhes ensinando valores, ética, a ter caráter e a respeitarem e amarem o próximo.

Portanto, ser “Lírio do Pai, Tabor para o Mundo”, é uma missão que começa na juventude e perdura por toda a vida.

 

 

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