Sínodo da Juventude: a mão no pulso do tempo

Acompanhemos com nossas orações este importante momento da Igreja

Jaqueline Montoya – A partir de hoje (3 de outubro), ocorre em Roma o XV Sínodo Ordinário dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco. Com o tema Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, a reunião acontece até o dia 28 de outubro, com representantes de toda Igreja discutindo e refletindo sobre a juventude atual.

Mas qual a importância deste encontro?

Com a mão no pulso do tempo….

Conhecer e entender a visão dos jovens, seus clamores, realidades, preocupações e, principalmente, interesses são alguns dos pontos cruciais deste encontro. A juventude é uma das preocupações do Papa Francisco para a construção do futuro.

No documento preparatório ao Sínodo, o Papa reforça que “através de um novo percurso sinodal a Igreja decidiu interrogar-se sobre o modo de acompanhar os jovens a reconhecer e a acolher a chamada ao amor e a vida em plenitude, e também pedir aos próprios jovens que a ajudem a identificar as modalidades hoje mais eficazes para anunciar a Boa Notícia. Através dos jovens, a Igreja poderá ouvir a voz do Senhor que ressoa inclusive nos dias de hoje. Assim como outrora Samuel (cf. 1 Sm 3, 1-21) e Jeremias (cf. Jr 1, 4-10), existem jovens que sabem vislumbrar aqueles sinais do nosso tempo, apontados pelo Espírito. Ouvindo as suas aspirações, podemos entrever o mundo de amanhã que vem ao nosso encontro e os caminhos que a Igreja é chamada a percorrer.”

Sendo assim, Francisco confia aos jovens a missão de serem construtores de um novo modelo da Igreja em Saída. Ouvir as vozes do tempo e discernir delas a vontade de Deus é uma das valiosas lições que aprendemos com nosso Fundador e que também a Igreja busca vivenciar neste momento.

Atrairei os corações juvenis

Não por acaso, ouvindo as vozes do tempo, os perigos da Guerra e do homem massa, Pe. José Kentenich, em 1914 também confia aos jovens sua ideia predileta. Também ele ainda era apenas um jovem (tinha 28 anos) quando, em 18 de outubro, convidou à Mãe de Deus para se estabelecer na pequena capelinha da congregação e, a partir dali, distribuir graças em abundância.

Schoenstatt nasce de corações juvenis. Os congregados heróis não passavam dos seus 18 anos quando assumiram tão ardentemente o compromisso da Aliança que foram capazes de entregar suas vidas por esta missão. E essa entrega não foi em vão: 104 anos depois vemos os frutos desta Aliança renascendo a cada dia, por diversos lugares do mundo.

Schoenstatt para Igreja

Hoje Schoenstatt se faz presente no Sínodo. Lucas Galhardo, da Juventude Masculina de Caieiras/SP, representa os movimentos eclesiais na Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, e é secretário da Pastoral Juvenil na região Cone-Sul do Celam (Conferência Episcopal Latino-americana). Pe. Alexandre Awi Mello também estará presente, como secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Como Família de Schoenstatt, acompanhamos com nossas orações nossos representantes e este momento decisivo. Que a Igreja possa discernir as vozes de Deus como resposta para os tempos atuais.

“Juventude é ardor! A Juventude é fogo! A Juventude é tempestade que ruge! A juventude é espírito de sacrifício! Sem jovens nunca existiriam grandes obras! Eu afirmei que Schoenstatt não pode sustentar-se sem ombros juvenis”, disse Pe Kentenich. Para os tempos de hoje, é como se Francisco nos dissesse: a Igreja não pode sustentar-se sem os ombros juvenis.

 

Fonte:  www.schoenstatt.org.br

 

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