Tríduo Pascal 2017

Querida Juventude Feminina de Schoenstatt!

Começamos hoje o Tríduo Pascal, três dias que culminarão na Ressurreição de Jesus. Uma grande oportunidade para você voltar ao coração misericordioso de Deus! Com a Instituição da Eucaristia, do sacerdócio e do mandamento do amor na Quinta-feira santa, Jesus nos ensina a ser humildes, a crescer no amor, a servir e amar aqueles que mais precisam e mais sentem necessidade de se sentirem amados.

Podemos aprofundar o sentido deste dia, lendo o Evangelho de João, capítulos 13 e 14 e Lucas 22,7-23. Nesses textos, Jesus deixa um verdadeiro testemunho de serviçalidade, lavando os pés dos discípulos. “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo, 34s).

Jesus institui a santa Eucaristia, o maior presente do seu amor; a forma que encontrou de permanecer eternamente entre nós. “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…” (Lc 22,19s). Depois, Jesus vai para o Monte das Oliveiras, onde sua sangue, Ele se sente sozinho, os apóstolos, seus amigos, dormem; Ele sente como se o Pai o tivesse abandonado.

Já pensaram que Jesus era homem e Deus, ao mesmo tempo; sentia como nós, experimentou a solidão, sabia de todo o sofrimento, precisava de consolo, de alguém ao seu lado… Pede ao Pai que afaste dele o cálice da dor e, ao mesmo tempo, reconhece a onipotência do Pai, “que se faça a tua vontade” (Lc 22,42). Podemos nos incluir neste pedido de Jesus, pois muitas vezes também experimentamos solidão, necessitamos de consolo, de alguém que esteja ao nosso lado.

A celebração de hoje termina em silêncio, verifique em sua Paróquia, pois há possibilidade de passar uma hora ou alguns minutos em adoração diante do Santíssimo Sacramento nesta noite. Se para você é possível, permaneça ao lado de Jesus, medite sobre seu sofrimento, que se repete também nos dias de hoje.

“Foi por você que eu me deixei ser tão chagado e ferido, por isso sinta-se amado e querido, pois é o meu amor que cura a sua dor…”

O dia é de silêncio, de contemplação, de adoração à santa Cruz, de jejum, pois Jesus morre na cruz por mim, porque me ama.

Conforme diz o Pe.Luís Almeida, a experiência de fazer silêncio na Sexta-feira santa, para nós Juventude de Schoenstatt, é fundamental; o silêncio é uma experiência pessoal, pois ninguém pode fazê-lo por mim. O silêncio permite acalmar as águas do meu coração, me ajuda a penetrar no mistério deste Tríduo Pascal, assim posso reconhecer: foi por mim que Ele morreu! É uma experiência fundamental que está na base de toda a oração. E acima de tudo, é a razão da nossa fé!

Por outro lado, é também uma experiência difícil, pois o mundo que nos rodeia está em constante barulho e dentro de nós há tantas vozes, tantos pensamentos, tantos medos que nos preocupam, mas o silêncio é, sobretudo, uma experiência necessária. (www.cristojovem.com)

Como dizia o Pe. Kentenich: “Somente no silêncio, a nossa alma pode penetrar nas profundezas do divino!” Aproveitemos este dia de silêncio, para meditarmos neste acontecimento único que fazemos memória a cada ano, e que pode transformar algo em nosso interior. Queremos deixar que Jesus nos fale e nos toque verdadeiramente, com sua Paixão e Morte.

Você pode ir além da leitura da celebração da Paixão do Senhor, procurando ler pessoalmente na Bíblia, cada evangelista relata a seu modo esta cena:

Mateus 26-27

Marcos 14-15

Lucas 22-23

João 18-19

“Ó santa cruz, me prostro em tua frente, para entoar ardentes hinos de júbilo e gratidão, em ti, nosso Senhor consumou a Redenção que nos tornou filhos de Deus.

Quero mergulhar-te profundamente em meu alegre coração, dar-te constantemente todo o meu amor; em ti, ó Crucificado, e em tua Esposa, se apoie toda a esperança de minha vida.

Faze que eu vos leve aos povos, para conquistá-los e lutando, diariamente arrisque a vida por vós. Vosso Reino seja vitorioso em toda parte e amplie suas fronteiras até os confins do universo.

Como sinal da Redenção, levarei aos povos a cruz e a imagem de Maria, para que jamais seja separado o que o plano de amor do Pai concebeu como unidade.

Schoenstatt permaneça um instrumento fiel e vos inscreva unidos nos corações, para que o reino de satanás seja eficazmente destruído e, no Espírito Santo, seja dada maior glória ao Pai. Amém.” (Rumo ao Céu, nº329 ao nº333)

Encerramos o Tríduo Pascal com o Sábado santo, o corpo de Jesus está no sepulcro. Para nós não faz sentido participar apenas da celebração da sexta-feira santa, único dia do ano em que não há Missa, somente a cerimônia da Paixão. Se assim o fizermos somos cristãos da morte e não da vida, ressurreição.

Hoje em nossas paróquias celebramos a Grande Vigília Pascal, nela vivenciamos Jesus que vence a morte e ressuscita glorioso! A Vigília começa na escuridão e acendemos o fogo novo e o Círio Pascal, que nos lembra: Jesus é a Luz que brilha nas trevas! Jesus é a Luz do mundo! Durante a celebração, as luzes da Igreja são acesas, cantamos o hino do Glória, com o qual celebramos o momento da Ressurreição de Cristo! Como Igreja, cantamos o Aleluia pela primeira vez depois dos quarenta dias da Quaresma!

A Ressurreição de Cristo é o centro e a razão da nossa fé! É o momento mais importante de toda a história da Salvação! A Celebração culmina numa alegria que nunca mais terá fim, pois é uma alegria em Cristo Jesus!!!

Que a Mãe de Deus, neste Sábado Santo, nos envolva com sua paz consoladora e nos conduza sempre mais a seu Filho Jesus.

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