“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo.”

O que será que a jovem, Malala, tem a nos ensinar como Jufem Brasil?

Malala é uma jovem que nasceu no Paquistão. A situação geral da educação no país é de extrema precariedade. Na província onde Malala vivia, Khyber Pakhtunkhwa, a taxa de analfabetismo entre as mulheres é superior a 60%.

O pai de Malala sempre foi um defensor da educação e transmitiu esta paixão à filha. A luta para educar a menina e manter sua escola começou em 2007, quando o Tehrik-i-Taliban (braço paquistanês do Taliban) infiltrou-se em Mingora e, a partir de então, destruiu mais de 400 escolas, baniu as mulheres da vida social, proibindo-lhes o acesso à educação.

Malala mudava o caminho para a escola todos os dias, escondia os livros sob a roupa e não usava mais o uniforme para não chamar a atenção. Em outubro de 2012, homens armados entraram no ônibus escolar onde viajava e perguntaram por Malala. Quando uma colega de classe apontou para ela, um homem armado atirou em sua cabeça e a bala atravessou o pescoço, instalando-se no ombro. Os tiros também feriram outras meninas que estavam no ônibus. Malala foi levada para a Inglaterra, onde fez uma operação para reconstruir o crânio e restaurar a audição no Queen Elizabeth Hospital.

Recuperada, hoje mora com a família em Birmingham, onde estuda em um colégio só para meninas e seu pai já foi empregado pelo consulado paquistanês para os próximos três anos.

Desde o atentado, Malala foi homenageada com diversos prêmios e é a pessoa mais jovem a ser indicada para o Prêmio Nobel da Paz.

Em 12 de julho de 2013, Malala fez o primeiro discurso público desde o atentado, durante a reunião dos jovens líderes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York:

 “… mas, primeiro de tudo, agradeço a Deus, para quem todos nós somos iguais… queridos irmãos e irmãs, lembrem-se de uma coisa: O “Dia Malala” não é o meu dia. Hoje é o dia de cada mulher, cada garoto e cada garota que levanta a voz pelos seus direitos. Há centenas de ativistas de direitos humanos e trabalhadores sociais que não estão falando apenas pelos seus direitos, mas que estão lutando para atingir seu objetivo de paz, educação e igualdade. Milhares já foram mortos pelos terroristas e milhões foram feridos por eles. Eu sou só mais um deles. Então, aqui estou. Então, aqui estou eu, uma menina, entre tantas. Eu falo não por mim, mas por aqueles cujas vozes não podem ser ouvidas. Por aqueles que têm lutado por seus direitos. O seu direito de viver em paz. O seu direito de ser tratado com dignidade. O seu direito à igualdade de oportunidades. O seu direito de ser educado… também não odeio o talibã que atirou em mim. Mesmo que eu tivesse uma arma na mão e ele estivesse na minha frente, não atiraria nele. Esta é a compaixão que aprendi com Maomé, profeta da misericórdia, Jesus Cristo e Lorde Buda; esta é a herança de mudança que recebi de Martin Luther King, Nelson Mandela e Mohammed Ali Jinnah. Esta é a filosofia de não violência que eu aprendi com Gandhi, Badshah Khan e Madre Teresa. E este é o perdão que eu aprendi com meu pai e minha mãe. Isto é o que a minha alma está me dizendo: estar em paz e amor com todos… queridos irmãos e irmãs, nós não podemos nos esquecer de que milhões de pessoas estão sofrendo com a pobreza, a injustiça e a ignorância. Nós não devemos nos esquecer de que milhões de crianças estão fora da escola. Nós não devemos esquecer que nossos irmãos e irmãs estão esperando por um futuro brilhante e pacífico. Deixem-nos, portanto, travar uma luta gloriosa contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo. Deixem-nos pegar nossos livros e canetas porque estas são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo.”

 A paz é um bem que supera qualquer barreira. Quantas regiões, lares, locais de trabalho, famílias, igrejas… são destruídos hoje pela falta de paz?

Malala é uma jovem com ideais, crenças, fé e esperança! Nem a guerra e nem mesmo o atentado contra a sua vida foram capaz de mudar a pessoa que ela é, o testemunho de sua vida que inspira hoje tantas pessoas a acreditarem em mudanças e a lutarem pelo o que acreditam. Em um mundo sofrido e esquecido pela guerra, vemos surgir fé e esperança em um futuro melhor!

Em Schoenstatt temos muitos exemplos de pessoas que lutaram e sacrificaram suas vidas pelo o que acreditavam, por um ideal, pela obra, por Maria… Sabemos que o Pai e Fundador presenteou o Brasil com o ideal “Tabor”, que nos remete a Transfiguração de Cristo no monte, onde a glória divina interior de Jesus resplandeceu e se tornou visível, fortalecendo espiritualmente os apóstolos e a cada um de nós.

A partir desse ideal, a Jufem Brasil descobriu o ideal nacional em 1996: “Lírio do Pai, Tabor para o mundo”. Esse ideal nos impulsiona a caminhar buscando através de nossas atitudes e autoeducação a filialidade heroica, a pureza e a missão apostólica. Este ideal encoraja a cada uma de nós, da Juventude Feminina do Brasil, a sermos reflexos originais e autênticos da Mãe de Deus, a partir da Aliança de Amor e do carisma de nosso Pai e Fundador.

Malala é uma heroína dos tempos atuais, um exemplo de jovem autêntica que busca um futuro melhor para seu povo. Que cada uma de nós possamos nos inspirar na figura do nosso Pai e Fundador, nos heróis, primeiros congregados, mártires da igreja, no Papa… e assim como Malala, tenhamos coragem, ousadia, fé e de forma magnânima lutarmos pelos nossos ideais, lutarmos por um mundo melhor, um mundo pensado por Deus, criado por Ele, e não um mundo destruído pelo homem!

 Um testemunho de coragem e determinação, Malala nos deixa um recado:

[quote]”Os terroristas pensaram que mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram.”[/quote]

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