Unidos na Aliança de Amor com Maria, Mãe de Deus

      Como sabemos, “a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano para celebrar, fazer memória e agradecer. (…) E este vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5)”[1].

      Como Movimento de Schoenstatt, queremos viver intensamente este Ano Nacional Mariano, por isso, a cada dia 18, iremos contemplar Maria sob um título, que nos introduz e nos faz refletir sobre as características, virtudes e missão de Nossa Senhora, nossa Mãe.

      Neste primeiro Dia da Aliança de Amor de 2017, contemplaremos Maria, como Mãe de Deus.

      O que significa dizer que Maria é Mãe de Deus?

      Sobre o título Mãe de Deus, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz: Maria é verdadeiramente Mãe de Deus porque é Mãe de Jesus (Jo 2,1;19-25). Com efeito, aquele que foi concebido por obra do Espírito Santo e que se tornou verdadeiramente seu Filho é o Filho eterno de Deus Pai. Ele mesmo é Deus” (n° 94).

      A maternidade divina de Maria está claramente documentada na Sagrada Escritura, como podemos ver na Cena da Anunciação – Lc 1, 26-38; na Cena da Visitação e o testemunho de Isabel: “Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?” – Lc 1, 39-45. Nas Bodas de Caná e ao pé da Cruz, o apóstolo João apresenta Maria como a “Mãe de Jesus – Jo 2, 1-11 e Jo 19,20. São Paulo testemunha na sua Carta aos Gálatas: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher.” (Gl 4,4) Portanto, Mãe de Deus.

      O Concílio de Éfeso, em 431, proclamou o dogma da Maternidade divina de Maria, afirmando que se pode chamá-la de Mãe de Deus. A sua doutrina foi aprofundada, mais tarde, no Concílio de Calcedônia, em 451, que se pronunciou da seguinte forma: “Ensinamos unanimemente que se deve confessar: há um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, gerado pelo Pai antes dos séculos quanto à divindade e o mesmo, gerado da Virgem Maria, Mãe de Deus, quanto à humanidade.”[2]

      A verdadeira grandeza de Maria como Mãe de Deus, no entanto, não reside na sua maternidade natural, mas sim na sua fé heroica. Ela é a Discípula Missionária de Jesus, é a Mãe do Sim obediente e livre. A maternidade de Maria, no espírito de sua fé heroica, não se limitou a Jesus Cristo, mas recebeu nele, uma dimensão universal que abrange todos os tempos e toda a humanidade.

      “Carregando Jesus em seu seio, Maria carregava todos aqueles cuja vida se achava encerrada na do Salvador.”[3] A maternidade espiritual de Maria em relação a toda a humanidade é consequência e complemento da maternidade divina.

      “Maria tem um único Filho, Jesus, mas nele a sua maternidade espiritual se estende a todos os homens que Ele veio salvar. Obediente ao lado do novo Adão – Jesus Cristo – a Virgem é a nova Eva, a verdadeira Mãe dos viventes, que coopera com amor de mãe para o nascimento dele na ordem da graça.”[4]

      O Padre Kentenich, o Fundador da Obra internacional de Schoenstatt, de acentuado carisma mariano, nos ensina que Maria está unida a seu Filho Jesus não somente como Mãe, mas também como fiel Colaboradora na sua Obra da Redenção.

      “Predestinada desde a eternidade junto com a Encarnação do Verbo divino, como Mãe de Deus, por desígnio da Providência divina, a Bem-aventurada Virgem foi nessa terra a sublime Mãe do Divino Redentor, sua generosa Companheira e humilde Serva do Senhor.”[5]

      Nosso Fundador assim define a cooperação de Maria: Ela é a Companheira e Auxiliar oficial e permanente de Jesus, em toda a Obra da Salvação.

      Queremos aprender a amar a Mãe de Deus com nosso Pai e Fundador:

      “Ecce Mater tua! A exclamação de Jesus crucificado ressoa quase como uma nova revelação. (…) Qual é a nossa reposta ao ‘Ecce Mater tua’? Damo-la com as seguintes palavras: cremos firmemente e cheios de confiança que a Mãe de Deus não é apenas Mãe de Deus e Mãe de Cristo, mas também real e verdadeiramente nossa Mãe, minha Mãe, tua Mãe – portanto a Mãe Três Vezes Admirável.

      A tríplice tarefa desempenhada pela mãe terrena em relação a nossa vida física é igualmente preenchida pela Mãe espiritual em proveito de nossa vida divina. (…) Novamente revela-se admirável em sua missão de gerar a vida, alimentá-la e educá-la. Gerou-nos no instante em que pronunciou o ‘Fiat’. Ela não doou a vida ao Salvador apenas como pessoa individual, mas também como Cabeça de sua Igreja. Portanto, deu à luz também a todos nós, como membros de seu Corpo Místico (…).

     A segunda tarefa maternal consiste em nutrir a vida divina em nós. Todas as graças que recebemos, Maria no-las mereceu, juntamente com Cristo, ao pé da Cruz. (…) A terceira tarefa maternal consiste na educação dos filhos. A Mãe de Deus assumiu também esta responsabilidade em relação a nós. Ela esteve sempre em ação, em todos os acontecimentos de nossa vida, no êxito e no fracasso, na tristeza e na alegria, na doença e na saúde. (…) Pergunto novamente: que respondemos ao ‘Ecce Mater tua’? Cheios de confiança filial, suplicamos: Mãe, Rainha Três Vezes Admirável, mostra que és nossa Mãe!”[6]

 

[1] Mensagem à Igreja Católica no Brasil, proclamando Ano Nacional Mariano – CNBB – 1°/8/2016.

[2]  Na Escola de Maria – volume Os Dogmas Marianos – p. 28.

[3] Papa Pio X – Encíclica Ad diem illum

[4] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica – n° 100

[5] Concílio Vaticano II – Lumen Gentium – n° 61

[6] Padre José Kentenich – Maria Mãe e Educadora – pág. 35 e 36

Seja o primeiro a comentar em "Unidos na Aliança de Amor com Maria, Mãe de Deus"

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado.


*