Ideal pessoal: “Servus Mariae Nunquam Peribit!”
Data de Nascimento:
20/11/1900
Data de Falecimento:
18/01/1924

 

Fritz Esser nasceu no dia 20 de novembro de 1900, na região do Palatinado/Alemanha.  Na infância, uma doença grave atacou Fritz Esser, que esteve para morrer. Aflita, sua mãe dirigiu-se a Maria, suplicando-lhe a saúde de seu filho e prometendo consagrá-lo ao serviço de Deus como sacerdote, se ele tivesse vocação para isso. Quando se restabeleceu, Fritz sentiu o desejo de ser um sacerdote missionário na África. Graças ao auxílio de seu pároco, pôde ingressar no seminário menor dos Padres Palotinos, em Schoenstatt.

Fritz Esser por natureza era muito alegre, amável, cativante e simpático. De temperamento sanguíneo, era amigo de todos e querido por todos. Seu grande problema era o estudo. No ano de 1915, José Engling tornou-se ‘prefeito’ da classe da qual fazia parte Fritz Esser, como se preocupava muito com seus colegas que tinham dificuldades nos estudos, Engling ajudou Fritz, foi então que nasceu entre eles uma amizade profunda.

Co-fundador, herói e arauto do Santuário

Animado por um ardente amor filial à Mãe de Deus, fez da capelinha da Congregação o alvo das suas aspirações. Empenhou-se junto com José Engling e outros, para através das contribuições ao Capital de Graças, transformá-la num Santuário da Mãe de Deus.

Fritz se vinculou profundamente ao Santuário, como trono de graças da Mãe de Deus e como coração espiritual da Congregação. De maneira singular e mais do que todos os outros – mesmo José Engling – fez do Santuário a sua preocupação principal. Nele, por assim dizer, perdeu seu coração. Durante anos, ali passava quase todo tempo de sua folga, empenhando seu carinho e sua habilidade artística para tornar o Santuário belo, atraente e acolhedor, numa digna morada da Mãe de Deus com seu divino Filho.

Não só visitava frequentemente o Santuário para rezar, saudar a Mãe e seu Filho, pedindo luz e força para seus estudos e autoeducação, como também se empenhava por conservá-lo limpo, enfeitá-lo com flores e torna-lo o lar espiritual dos congregados.

Sentia que muitos congregados deixavam de visitar o Santuário, principalmente porque era tão úmido, frio e pouco acolhedor. Com isso, com a ajuda de alguns colegas furou o telhado do Santuário e colocou ali uma pequena chaminé de lata, arranjou uma simples estufa de carvão para secar e aquecer um pouco o Santuário. E assim não raras vezes, o Santuário era o único local aquecido, enquanto havia neve, gelo e frio em todo lugar.

Em meados de 1918, Fritz foi chamado às armas, iniciando sua carreira de soldado no quartel. Depois de oito semanas de quartel, Fritz Esser adoeceu e foi internado no hospital onde permaneceu uns três meses. Assim a Mãe de Deus cuidou que ele não fosse lançado no ‘front’, onde até a última hora, a guerra exigiu seus holocaustos como, por exemplo, o de José Engling.

A pneumonia mergulhou-o em frequentes acessos e delírios de febre até perder a consciência. Por vários dias esteve entre a vida e a morte. Num momento um pouco mais calmo, o Pe. Kentenich visitou o agonizante, onde falou para Fritz confiar e rezar pela sua saúde. Obediente e confiante nesta palavra, dirigiu-se em oração a sua Mãe celestial e foi atendido. Após alguns dias, a doença estava superada.

Desta vivência e das palavras do Pe. Kentenich a ele dirigidas, surgiu a ideia e o propósito: “Por tudo o que Maria já fez em minha vida e na vida dos congregados, vou erguer-lhe um monumento. E, ao ver este monumento, todos os congregados deveriam ganhar uma confiança corajosa e vitoriosa no poder e no amor da Senhora de Schoenstatt.”

No mês de maio de 1919, com o auxílio de um Irmão Palotino do seminário surgir de suas mãos hábeis uma moldura luminosa, feita de madeira, que deveria ser colocada em torno da imagem da MTA no Santuário, para aumentar, anunciar e tornar ainda mais visível e palpável a beleza, o poder e a bondade da Mater ter admirabilis, e infundir amor, confiança, coragem e vitoriosidade no coração de todos. Pensando nas experiências que teve em sua vida com a Mãe de Deus, colocou essa frase na moldura: “SERVUS MARIAE NUNQUAM PERIBIT!”

Instrumento forjado pelo fogo dos sofrimentos

Era setembro de 1920, no início do segundo ano do noviciado, quando uma hemoptise o surpreendeu. Comprovou-se que seus pulmões estavam fracos e doentes, para o Fritz Esser foi o começo de quatro anos de doença e sofrimentos.

Esta situação fez voltar-lhe mais profundamente e compreender melhor a ideia e a realidade do Capital de Graças. Queria ser instrumento da Mãe de Deus. Ela o escolheu como seu instrumento, porém, instrumento de sofrimentos. A isso, Fritz devia dizer o seu sim.

Fiel a seu amigo José Engling, Fritz Esser completou a sua oferta, entregando sua vida como holocausto à MTA pelos seus planos com Schoenstatt, pela transformação do mundo em Cristo, a partir do Santuário.

Era sexta-feira, 18 de janeiro de 1924, dia que lembra a fundação de Schoenstatt, dia da Aliança de Amor, quando a MTA acolheu definitivamente seu filho e instrumento eleito, co-fundador de Schoenstatt e do Santuário, herói da primeira geração fundadora.

Em sua vida e em sua morte a Mãe de Deus realizou e comprovou o que a moldura luminosa, em torno de sua imagem no Santuário, nos anuncia:  O servo de Maria nunca perecerá!